14.11.09

Devotion

Lisboa recebe esta noite os Depeche Mode para o que se adivinha como um grande concerto. Não estarei presente, mas aqui fica a sentida homenagem aos rapazes. Do álbum Songs of Faith and Devotion (para comemorar a excelente Devotional Tour) de 1993: Walking in my shoes.


9.11.09

Rammstein no Pavilhão Atlântico

Afinal tocaram no total 19 e não 20. Falharam Rosenrot. Pena, pois é uma boa faixa e ficaria lindamente entre Seeman e Engel. Com alguns momentos mortos e o(s) encore(s) - ainda estou para tentar perceber se houve de facto dois (ou se um dos dois foi um momento morto!) - o concerto não chegou às 2 horas de duração, mas que foi repleto de emoções fortes e um espectáculo cénico e de pirotecnia absolutamente deslumbrante, isso foi! As canções do novo álbum funcionaram bem. Gostei particularmente de Ich tu dir weh e Frühling in Paris. Wiener Blut causou-me arrepios na espinha em especial quando dei conta dos bonecos a pender do tecto por cima do palco. Do local onde estava não vi o barco, já costumeiro aquando dos acordes de Seeman, mas a entrada em palco com o derrubar das paredes foi genial.

Feuer Frei ofereceu-nos (mais) um momento electrizante e potente. Benzin funciona de facto muito bem ao vivo. Links 2 3 4 continua a encantar. Du hast é um verdadeiro hino. Sonne é esplêndida.

Fiquei satisfeita e surpreendida. Afinal não houve nenhuma surpresa escabrosa durante Pussy, que concluí juntamente com as minhas ramm-companheiras, é uma Amerika (muito) mal conseguida. Mas o pessoal vibrou! E eu vibrei também!

Beijoca para a camarada Precious. Estou a ouvir e a gostar! Danke sehr! Ou melhor dizendo: cpaciba!

8.11.09

A possível set list para logo à noite

Depois de uns concertos de warm-up, antes do início da digressão de 2009, avança-se em vários blogues e sites com a seguinte set list com 1 encore para o concerto de logo à noite no Pavilhão Atlântico.

1. Rammlied
2. B*******
3. Waidmanns Heil
4. Keine Lust
5. Feuer frei!
6. Weißes Fleisch
7. Wiener Blut
8. Frühling in Paris
9. Ich tu dir weh
10. Liebe ist für alle da
11. Links 2-3-4
12. Haifisch
13. Du hast
14. Pussy
15. Benzin
16. Sonne
17. Ich will
__________
18. Seemann
19. Rosenrot
20. Engel

Estão contemplados pelo menos (se não me enganei na contagem) 9 temas do novo álbum. Este será o meu quarto concerto da banda, logo não posso estar à espera do que ouvi anteriormente e, além disso, há um novo álbum a promover. E já muita sorte tive em ouvir, por exemplo, Mein Herz brennt no coliseu e Morgenstern na última passagem da banda no Pavilhão. Ah! E (a esplêndida!) Spieluhr também (só não me recordo se no Coliseu se no Pavilhão do Restelo)! Feuer frei proporciona sempre um momento electrizante! Preferiria Nebel a qualquer uma das restantes "baladas" mas reconheço que quebraria o ritmo do concerto. Amour e Ohne Dich, assim como Stirb nicht vor mir*, seriam também boas escolhas para momentos mais românticos (cof cof) e intimistas, mas está-se bem! Venham lá Seemann e Engel. Parece-me um bom final! E já agora Rosenrot tem um excelente videoclip que vi ontem pela primeira vez (eu sei sou um bocado retardada...).


* faltaria a esta, contudo, a voz feminina

Novembro é uma sinfonia

Desde que as promotoras e as bandas descobriram que Portugal é uma verdadeira galinha de ovos para concertos é ver datas de eventos do género a sucederem-se.

Em Novembro há pelo menos 3 concertos que me interessam:

  • Rammstein
  • Depeche Mode
  • Muse

Vou apenas ao primeiro. Ainda ponderei ir a Depeche Mode, em especial para acompanhar uma amiga que por razões que agora não interessam nada deveria ir acompanhada ao evento, mas já não consegui bilhete. Espero que ela consiga a companhia de alguém conhecido.

O último álbum dos moços foi para mim uma desilusão. Já o anterior não me havia enchido as medidas. Já vi a banda duas vezes ao vivo e agora já acho que para o meu imaginário é algo tarde. A magia não é a mesma. Com todo o respeito pelos meus preferidos entre todos os preferidos (sim, os Depeche Mode, são a minha banda preferida desde 1986 - data do extraordinário Black Celebration) bom concerto e até uma próxima vida!

Fico com muita pena de não ir ver Muse mas o facto de o evento ser no Pavilhão Atlântico e de ser a um Domingo tirou-me grande parte do entusiasmo de assistir um concerto que será certamente memorável. Ainda coloquei a hipótese de ir quando um amigo meu se decidiu (já tarde pois os bilhetes já estavam esgotados) a ir - e eu já lhe tinha proposto isso com muita antecedência... mas, enfim... Já os vi duas vezes por isso tenho a barriga quase cheia!

Pela quarta vez verei Rammstein ao vivo. E estou igualmente entusiasmada. O espectáculo promete com tanta polémica à volta do novo álbum - Liebe ist für alle da. A perspectiva de amanhã ter de me levantar às 6h30 é que me está a chatear um bocadinho.

Fico satisfeita pelo facto de os meus desejos consumistas se encontrarem por uma ou outra razão refreados. É que, nem a propósito, comprei ontem o Felicidade Paradoxal de Gilles Lipovetsky (autor do excelente a Era do Vazio) cujas primeiras páginas já me puseram a pensar... Possivelmente haverá breves considerações sobre o livro em posts futuros.

7.11.09

Que bom que é!

Já se respira a Natal Em Lisboa. Mas aquilo de que gosto mais é do cheiro das castanhas assadas na rua!

6.11.09

Tarde Cultural

Passei a tarde a passear por Lisboa com uma colega e a turma de 11.º ano de Artes. As exposições da Experimenta Design 2009 visitadas foram:

Timeless no Museu do Oriente

Lapse in Time na Sociedade Nacional de Belas Artes

Pace of Design no Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres / Museus da Politécnica.

Foi uma experiência divertida, artística e enriquecedora. Mas doem-me tanto os pés e as pernas!

5.11.09

Elogio

Segundo alguns dos pequenos do 7.º ano eu estou mais interactiva e mais simpática do que no início do ano. Foi, portanto, um elogio! Eu retorqui: "se querem que eu continue simpática o que é que vocês têm de fazer?" Um respondeu prontamente: "Portarmo-nos bem!"

Exactamente! :-D

É curioso eles terem notado e é sem dúvida verdade. No intervalo falo sempre com uns quantos quando os encontro e sempre que me vêem dizem "Olá". Na sala de aula tenho tentado encontrar um bocadinho para conversar com eles. Reconheço que nem sempre existe espaço ou que nem sempre disponibilizo tempo para essas conversas que ajudam a criar uma relação de maior empatia com os alunos. Tenho reflectido também no porquê dos comportamentos de alguns deles. Repreendo-os, aponto-lhes comportamentos pouco adequados à sala de aula, e, mais importante ainda, espero que eles reconheçam que são comportamentos incorrectos. Tento também ouvi-los um pouco mais. Por vezes o problema é esse: não os oiço o suficiente ou devidamente. São pequenos, por vezes tontos, mas ainda assim têm algo a dizer.

3.11.09

Ao fim do dia

Soube bem, depois de mais um dia intenso de trabalho, dar um pulinho ao pub para conversar e namorar um bocadinho. :)

1.11.09

Desafios

O ambiente na sala de aula este ano é bastante mais interessante do que no ano anterior. Nas turmas a meu cargo existe uma riqueza imensa a nível pessoal, social e cultural. Apesar de alguns mais atrevidos e com menos boas maneiras, o saldo continua a ser positivo por se tratarem de miúdos que me parecem equilibrados e bastante mais saudáveis no que diz respeito ao foro psíquico e mental.

Tenho de me adaptar a novas realidades: um aluno com mobilidade reduzida que se desloca em cadeira de rodas e escreve com a boca, uma aluna com um problema grave diagnosticado de perturbação de desenvolvimento, que se encontra compensada na medida que tem apoio neurológico e psiquiátrico e está a ser medicada. Alunos provenientes de outras culturas. Tenho pela primeira vez alunos da Moldávia, Roménia, China e Macau. E ainda tenho uma boa parte dos países "do costume": Guiné e Brasil.

A sala de aula é, portanto, um local de constante desafio e de descobertas. E, garanto-vos, por vezes aprendo eu mais do que eles. :-)

31.10.09

Mimos

Ontem foi dia de me mimar. Fui às compras! Comprei uma mochila nova que tem uma protecção muito bem pensada para dias de chuva (os portáteis agradecem!); um vestido preto, um casaco preto (para usar em Dezembro no casamento de um primo), uma túnica preta e umas leggings pretas com umas bolinhas brillhantes para dias de festa. Eu sei, é preto a mais, mas sempre dá para ir combinando com a écharpe roxa e uma ou outra peça com as calças de ganga.

De boca aberta teria ficado muita gente ao ver-me há uma semana com um vestido que, apesar de ter uns arabescos pretos, tem uma salganhada de cores que não fazem mesmo nada a minha cara. Mas curiosamente esse fica-me bem melhor do que o modelo igual na cor preta, daí ter aceite a sugestão da mãe e tia e ter comprado esse. A cara-metade gostou de ver. Coitado, acho que o rapaz volta e meia fica enjoado de tanto luto... :-D

25.10.09

Mal-entendidos

Dei com o Mal-entendidos de Nuno Lobo Antunes ontem na Fnac e resolvi trazê-lo. Isto porque ao abrir o índice deparei-me com uma série de conteúdos que me interessaram. De regresso a casa dei uma vista de olhos a algumas páginas e deparei-me com o retrato chapadinho da maior parte dos meus alunos do ano passado:

Há algumas crianças cujo contacto nos desperta sentimentos que nada têm a ver com infância. Dentro de nós reagimos como se elas fossem adultas, e é necessário muitas vezes um esforço consciente e deliberado para lutar contra sentimentos de afastamento ou até de repulsa. São crianças com um problema de "atitude", pelas quais é difícil nutrir simpatia. Embora as pessoas com perturbações do espectro do Autismo sejam geralmente consideradas como tendo dificuldades de empatia, a verdade é que existe um outro conjunto de crianças que têm dificuldade em se pôr na pele dos outros. (...) Estas são crianças que parecem caminhar para o precipício sem aceitar a mão salvadora que se lhes dirige, crianças cujo pior inimigo se encontra dentro delas como em certos filmes de terror.*


Mal-entendidos, Nuno Lobo Antunes

Tremo só de pensar nos adultos disfuncionais, com toda uma panóplia de psicoses e neuroses, que certamente nunca serão devidamente diagnosticadas e sendo serão mal tratadas, que esses miúdos serão no futuro. E tremo mais ainda quando penso nos filhos que gerarão...

* O excerto é retirado do capítulo "Perturbação de Oposição e Desafio e Perturbação da Conduta"

22.10.09

O Caso Saramago

Considero de uma hipocrisia sem igual o facto de se criticar José Saramago devido às suas convicções e posições no que diz respeito a religião e a igreja católicas. Neste Ocidente que se acha tão tolerante e respeitador da liberdade de expressão, neste mesmo Ocidente onde se condenou com tanta veemência a posição do Islão em relação a Salman Rushdie, que tem a cabeça a prémio por causa dos seus Versículos Satânicos, cai-se exactamente no mesmo erro: não se aceita a posição de alguém que vai contra os dogmas estabelecidos. Pior ainda é não se aceitar uma obra literária como aquilo que é: uma obra literária.

20.10.09

A Voz

Ao que parece sou contra-alto e tenho ouvido. Para mim é a maior surpresa porque na verdade eu de música e de cantorias não pesco mesmo nada! A única coisa de que me lembro das aulas de música no 5.º e 6.º anos era de que os sons me pareciam todos iguais... Na próxima semana já vamos começar os ensaios. Hoje o Maestro quis ouvir as nossas vozes e falar um pouco connosco. Passei a maior vergonha porque não me ocorria nada para cantar e acabei por cantar (enganando-me! Pode?!) dois ou três versos de "Atirei o pau ao gato"!