
Take a Bow foi a faixa que abriu o concerto. Abriu e bem. O crescendo da melodia foi provocando pequenos arrepios na minha espinha. Logo de seguida
Hysteria, um dos meus temas preferidos, deixou o público literalmente histérico. Toda a gente pulava e dançava e cantava a plenos pulmões.
A mim os três rapazes de Devon já não precisavam conquistar; já o fizeram no Super Rock em 2004. Ontem à noite confirmou-se: Os
Muse são uma grande banda. Talentosos, profissionais, com
sex appeal a rodos (o Matt Bellamy nasceu para ser uma
rock star, ponto final) e uma presença sóbria e muito
cool em palco.

Outros temas foram sendo cantados e tocados que deixaram o público extasiado: Newborn, Plug in Baby, Starlight, Time is running out (aqui até pensei que o novo recinto do Campo Pequeno ia abaixo). Supermassive Black Hole decepcionou-me ao vivo, o que é uma pena, pois é sem dúvida uma das minhas preferidas deste Black Holes and Revelations. Já Map of the Problematique prova ser uma boa faixa para ser tocada ao vivo e novamente o público demonstrou a sua preferência por uma das melhores faixas do último álbum. Citizen Erazed deixou-me quase à beira das lágrimas (a música toca-me de forma tão intensa que por vezes até é difícil ouvi-la). Muscle Museum foi uma surpresa muito boa (esperava essa ou Showbiz).
O final apoteótico (esperado) foi ao som de Knights of Cydonia, que não sendo uma das minhas preferidas, é no entanto um tema que funciona plenamente ao vivo. No écran ao fundo do palco a mensagem de força:
No one's gonna take me alive,
The time has come to make things right,
You and I must fight for our rights,
You and I must fight to survive,
Pela primeira vez assisti sozinha a um concerto e adorei a experiência (e pretendo repetir). Pulei, cantei, vibrei. Consegui algumas fotos (cuja qualidade não é das melhores mas sejamos optimistas poderiam ter ficado bem piores!) que partilharei com quem as quiser (serão também colocadas no
Microcuts e no
site oficial na área reservada aos fãs da banda para esse efeito). Em palco estava uma das poucas bandas que realmente admiro e cuja música em termos de melodia e letras me diz algo. Fiquei muito satisfeita. Com uma alma nova. Literalmente. :)

[Fotos: VSatine, Campo Pequeno, 2006]