31.10.06

This is Halloween

This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat till the neighbors gonna die of fright
It's our town, everybody scream
In this town of Halloween


Um excerto do fantástico Nightmare Before Christmas de Tim Burton com a excelente composição musical de Danny Elfman (cortesia do youtube, claro):





Ainda no youtube encontrei a versão de This is Halloween de Marilyn Manson, por sinal nada má. Para ver e ouvir é só clicar.

30.10.06

Mais um livro


A mais recente aquisição livreira: Sexo e Amor de Francesco Alberoni (um dos meus autores preferidos há muitos anos). Fica já em cima da secretária porque pretendo começar a lê-lo muito em breve. Hoje adiantei mais umas páginas na re-leitura de Estudos sobre o Amor. Falta-me a coragem para acabar de ler Hey Nostradamus!. Os outros três títulos aguardam, pacientemente empilhados em cima uns dos outros, generosidade e interesse da parte da minha parte para os ir lendo.

29.10.06

Marie Antoinette




Li algumas coisas sobre o último filme de Sofia Coppola que suscitaram a minha curiosidade e o meu interesse. Fui, por isso, com uma certa predisposição para gostar do filme e isso de facto aconteceu. Gostei e muito. O filme é lento mas não é aborrecido. Existe um trabalhar de pormenores da vida na corte e protocolos ridículos que ajudam a reconstituir a história de Marie Antoinette na corte francesa. A doce Kirsten Dunst tem uma interpretação muito convicente e comovente.

A minha sequência preferida é ao som de Ceremony dos New Order. Segue-se, não um excerto do filme, mas o videoclip de Ceremony, ou seja, uma verdadeira pérola. Enjoy. :-)

Muse no Campo Pequeno IV


For one moment
I wish you'd hold your stage
With no feelings at all
Open-minded
I'm sure I used to be so free

Citizen Erased - MUSE




Para os interessados e curiosos aconselho a visita ao Microcuts para verem a galeria de fotos tiradas no dia 26 no Campo Pequeno. Há fotos fantásticas. Basta clicar neste link.




[Fotos: VSatine, Campo Pequeno, 2006]

28.10.06

Um armário novo e pedaços de passado

Os dois últimos dias têm sido muito cansativos. Finalmente o carpinteiro trouxe o novo armário para o meu quarto. Tem três portas com espelhos. Por dentro tem prateleiras para sapatos, malas de viagem, material de campismo e caixas de recordações passadas (muitas!). No meio disto tudo acabei por me livrar de muitas coisas: das bonecas e suas roupinhas (ficaram os carrinhos e bonecos do meu irmão para os primos pequenitos terem com que se entreter quando cá vierem a casa); trabalhos, testes e fichas de avaliação de ambos e muitas outras coisas, hoje sem importância. Existem ainda duas caixas nas quais não mexi. Abri-as apenas, olhei para dentro, sorri, tornei a fechá-las e guardei-as. Tantos tesouros. O ideal seria ter um sotão com muitos baús para neles depositar todas estas relíquias. Mas o apartamento pequeno não possui um, pelo que de vez em quando há que seleccionar os pedaços de passado que queremos continuar a guardar. Hoje também deitámos fora papeladas várias do meu pai - 20 anos após a sua morte. Os documentos, no entanto, encontram-se guardados numa caixa especial.

O próximo passo é a cama nova e assim espero até ao final do ano ter um quarto (quase) novo. Valeu a pena poupar e tenho também a sorte de ter uma tia que não é tia sempre pronta a ajudar.

Muse no Campo Pequeno III

Um post sobre o concerto dos Muse no Campo Pequeno, no qual eles não serão mencionados.


Nos tempos da minha juventudo quando se comprava um bilhete para um concerto havia duas coisas que adorava: eram bonitos (normalmente com fotos da banda ou uma imagem do cartaz da tour) e tinham sempre a indicação da banda (ou bandas) de suporte. Hoje em dia já não é assim. Imprime-se apressadamente o bilhete apenas com a informação essencial no momento da compra e já muito raramente vem a indicação da banda de suporte. Se estivermos interessados em saber se há uma banda a abrir o concerto e se quiseremos saber quem são temos de partir para a investigação minuciosa, que muitas vezes não é de fiar (não vale a pena perguntar nos balcões da Fnac porque eles nunca sabem).

Quando no passado dia 26 entrei por volta das 21h no recinto do Campo Pequeno (depois de mais de meia-hora à espera para entrar) só dei conta que havia uma banda a tocar quando me sentei. Até lá pensava tratar-se de música ambiente. :-D

Pensava eu "Mas quem são estes?" olhando para a simpática e alegre vocalista saltitando de um lado para o outro do palco. A dada altura fiquei a perceber que eram os qualquer coisa in Process. Fiquei mais descansada: ao menos tinham um nome embora eu só soubesse metade. Depois, em casa, andei a investigar e lá descobri que se tratava dos Poet in Process. Mas fiquei obviamente na mesma. Nunca antes ouvi falar neles.

Não fiquei rendida e pouca atenção lhes prestei. O som estava francamente mau, o palco estava reduzido a metade (se tanto). A música tocada não me soava de todo mal, mas aquelas não eram as condições ideais para ouvir uma banda para mim desconhecida pela primeira vez.

Embora perceba a importância das bandas de suporte num concerto (dar a conhecer um novo grupo, nova música e quiçá dar um impulso à sua projecção na indústria da música) continuo a achar que na maior parte dos casos ser banda de suporte é uma situação ingrata. Normalmente o som está uma merda, o palco reduzido devido ao equipamento da banda cabeça de cartaz e o público, regra geral, não está nem aí (na maior parte das vezes ainda estão a dar entrada no recinto).

Tempos houve em que assisti a concertos em que valeu a pena ver a banda de suporte (o caso dos Faith No More em Alvalade - razão pela qual, aliás, fui ao concerto dos irritantes G'n'R) e os Anthrax no Dramático de Cascais a abrir o concerto dos Iron Maiden em 1990 (?). Tirando esses dois exemplos foi sempre penoso para mim assistir a primeiras partes de concertos.

27.10.06

Muse no Campo Pequeno II



Take a Bow
foi a faixa que abriu o concerto. Abriu e bem. O crescendo da melodia foi provocando pequenos arrepios na minha espinha. Logo de seguida Hysteria, um dos meus temas preferidos, deixou o público literalmente histérico. Toda a gente pulava e dançava e cantava a plenos pulmões.

A mim os três rapazes de Devon já não precisavam conquistar; já o fizeram no Super Rock em 2004. Ontem à noite confirmou-se: Os Muse são uma grande banda. Talentosos, profissionais, com sex appeal a rodos (o Matt Bellamy nasceu para ser uma rock star, ponto final) e uma presença sóbria e muito cool em palco.





Outros temas foram sendo cantados e tocados que deixaram o público extasiado: Newborn, Plug in Baby, Starlight, Time is running out (aqui até pensei que o novo recinto do Campo Pequeno ia abaixo). Supermassive Black Hole decepcionou-me ao vivo, o que é uma pena, pois é sem dúvida uma das minhas preferidas deste Black Holes and Revelations. Já Map of the Problematique prova ser uma boa faixa para ser tocada ao vivo e novamente o público demonstrou a sua preferência por uma das melhores faixas do último álbum. Citizen Erazed deixou-me quase à beira das lágrimas (a música toca-me de forma tão intensa que por vezes até é difícil ouvi-la). Muscle Museum foi uma surpresa muito boa (esperava essa ou Showbiz).

O final apoteótico (esperado) foi ao som de Knights of Cydonia, que não sendo uma das minhas preferidas, é no entanto um tema que funciona plenamente ao vivo. No écran ao fundo do palco a mensagem de força:

No one's gonna take me alive,
The time has come to make things right,
You and I must fight for our rights,
You and I must fight to survive,



Pela primeira vez assisti sozinha a um concerto e adorei a experiência (e pretendo repetir). Pulei, cantei, vibrei. Consegui algumas fotos (cuja qualidade não é das melhores mas sejamos optimistas poderiam ter ficado bem piores!) que partilharei com quem as quiser (serão também colocadas no Microcuts e no site oficial na área reservada aos fãs da banda para esse efeito). Em palco estava uma das poucas bandas que realmente admiro e cuja música em termos de melodia e letras me diz algo. Fiquei muito satisfeita. Com uma alma nova. Literalmente. :)






[Fotos: VSatine, Campo Pequeno, 2006]

Muse no Campo Pequeno

O início com Take a Bow




Meus queridos, sinto-me com uma alma nova. :-) Mais logo quando tiver a cabeça no lugar coloco mais fotos e uma opinião sobre o magnífico concerto de ontem à noite.



[Foto: VSatine, Campo Pequeno, 2006]

26.10.06

O Baldrick é brilhante!

Como se poderá imaginar os últimos dias têm sido um gargalhar constante.

Blackadder: Baldrick, have you no idea what irony is?
Baldrick: Yes, it's like goldy and bronzy only it's made out of iron.

Música no Blog - Muse II

Passam agora, durante uns dias, a rodar ali ao lado os Muse, pela segunda vez, com Starlight - outro tema do recente álbum Black Holes and Revelations.

People of the Forest




Orangutans are highly intelligent with an ability to reason and think. This large, gentle red ape is one of our closest relatives, sharing 97% of the same DNA as humans. Indigenous peoples of Indonesia and Malaysia call this ape “Orang Hutan” literally translating into English as “People of the Forest”.

In times past they would not kill them because they felt the orangutan was simply a person hiding in the trees, trying to avoid having to go to work or become a slave.

Orangutans are unique in the ape world. There are four kinds of great apes: gorillas, chimpanzees, bonobos and orangutans. Only the orangutan comes from Asia; the others all come from Africa. There are two separate species of orangutan - the Sumatran orangutan (Pongo abelii) and the Bornean orangutan (Pongo pygmaeus) Orangutans are only found on the islands of Sumatra and Borneo.

The orangutan is the only strictly arboreal ape and is actually the largest tree living mammal in the world. The rest of the apes do climb and build sleeping nests in the trees, but are primarily terrestrial (spending their lives on the ground). Even the hair color of the orangutan, a bright reddish brown, is unique in the ape world.










25.10.06

As simetrias do amor

Quando digo aos meus amigos "Olhem que elas não nascem já assim com o silicone e a maquilhagem e músculos tonificados" eles riem. Eu também rio mas estou a falar muito a sério.

Recentemente vi um programa (no National Geographic Channel, acho eu) deveras interessante. Entre vários assuntos foi abordada a questão de um estudo que provou que as mulheres ficam fisicamente mais bonitas durante o período da ovulação. Os estranhos a quem mostraram as fotos tiradas às mulheres preferiram sempre aquelas tiradas durante a ovulação. As próprias mulheres achavam-se mais atraentes nessas fotos: faces e lábios mais rosados, o rosto mais redondo e simétrico, por exemplo. É neste período que segundo os cientistas as mulheres se encontram mais receptivas sexualmente.

Num ponto os cientistas são unânimes: homens e mulheres buscam nos seus parceiros um ideal de beleza no qual a simetria tem um papel determinante (isto não é novidade, já John Armstrong diz o mesmo no seu The secret power of beauty). Daí o empenho, levado ao exagero por alguns, nas idas ao ginásio e o cada vez mais popular recorrer à cirurgia plástica.

Alguns cientistas afirmam que dentro de alguns anos não existirão pessoas feias, pois a cirurgia plástica passará a ser uma prática comum para corrigir um nariz grande, um queixo descaído, uma gordurinha localizada na zona abdominal, etc. O que as pessoas parecem esquecer é que as operações plásticas corrigem uma deformidade física e não um padrão genético. Logo a escolha de um parceiro com base na sua aparência física, no qual as pessoas buscam a confirmação de um ser saudável, poderá vir a originar algumas alterações nas relações interpessoais e poderá levar as pessoas a reflectirem mais a fundo sobre as suas escolhas românticas (e sim, é uma escolha, leiam Ortega y Gasset a este respeito). Imaginem o espanto dos progenitores ao verificarem que os seus rebentos pouco ou nada se parecem com eles (têm o nariz grande, o queixo descaído e a gordurinha localizada na zona abdominal...).

E qual não é o meu espanto que estando eu a divagar sobre estas questões me deparo com este post.


24.10.06

Vídeo: Time is running out - Muse

Estou em absoluto estado de excitação e ansiedade. Quinta-feira é já depois de amanhã. E resolvi ir ali ao youtube buscar o vídeoclip de Time is running out para recordar. Foi ao ver esse vídeo pela primeira vez no VH1 que eu descobri os Muse. Vi o clip e gostei imediatamente da música. Duas ou três vezes depois tomei nota mental da banda e parti à descoberta da música dos rapazes. E que bela viagem tem sido. Origin of Symmetry entrou para o meu top + de álbuns preferidos de sempre. A curiosidade foi tanta que decidi ir ver os meninos ao Super Rock (numa altura em que jurara a mim mesma: Festivais, não!). Mas valeu bem a pena. Fica então aqui, para quem queira recordar, o excelente Time is running out.

[Não esquecer de fazer pausa no vídeo na barra lateral e só depois clicar no play deste.]