19.4.13

Delta Machine

Um amigo ofereceu-me pelos meus anos o mais recente álbum dos Depeche Mode, Delta Machine. Nos últimos dias tenho-o ouvido em casa, prestando atenção às composições de Martin Gore e Dave Gahan e confesso-me agradavelmente surpreendida. Trata-se de um álbum coeso, intenso, melódico e melancólico q.b. Muito Depeche Modiano, acrescentaria. Para já fica a sugestão do visionamento do clip da belíssima Heaven no link abaixo, mas há outras faixas que começam a despertar mais a minha atenção, nomeadamente Welcome to My World.

17.4.13

Rammstein no Pavilhão Atlântico






Os Rammstein deram um grande concerto ontem no Pavilhão Atlântico. Abriram e bem com Ich Tu Dir Weh e terminaram também bem com Pussy, embora não tenha sido do agrado geral. Pelo meio tocaram Feuer Frei, Asche zu Asche, Wiener Blut, a nova versão de Mein Herz Brennt, Du Hast, Du riechst so gut, Links 2-3-4, Mutter, entre outras. Depois do encore: a muito esperada Sonne e Ich Will.

Para mim faltou Morgenstern, que seria, bem sei, uma escolha altamente improvável para o alinhamento,  mas confesso-me satisfeita e de barriga cheia. Afinal de contas já não via os rapazes em palco desde o Rock in Rio de 2010.

O espectáculo foi salpicado de inúmeros efeitos pirotécnicos como já é costume, mas com algumas variações em relação aos 5 concertos que vi anteriormente da banda. Há que, naturalmente, inovar! O momento fantástico em Feuer Frei com os lança-chamas é sempre um verdadeiro deleite. Não faltou o caldeirão, o Til vestido de avental e com um grande facalhão na mão em Mein Teil e a encenação sado-masoquista em Bück Dich que costuma deixar as alminhas mais sensíveis e púdicas de queixo caído.

Estiveram bem. Voltem sempre que a malta está sempre pronta!

2.4.13

...


22.3.13

Euros a consertos

A vida não é só feita de criatividade, imaginação e poesia. Há que levar também um  par de botas ao sapateiro de tempos a tempos. E tal tarefa pode não ser tão fácil e simples como seria de supor. Fui ao centro comercial, local que na telenovela Dancin' Days parece ter resposta para todos os problemas e necessidades das personagens, esperando também lá deixar as minhas botas e na esperança de as ir buscar devidamente remendadas pelo menos um dia depois. Qual não foi o meu espanto quando o homem me disse que o conserto talvez não compensasse, pois ficaria à volta de uns 30 euros. No emaranhado de memórias que é o meu cérebro tentei encontrar a informação de quanto me haviam custado as botas há 3 anos. E pensei: 40 euros! E achei que os 30 eram demasiado chegados aos 40 e por essa razão mais valia comprar umas novas. A caminho de casa lembrei-me que comprara na altura dois pares de botas em saldos pela quantia de 50 euros, e percebi que aquele par agora a precisar de remendos me ficara por 25 euros! Definitivamente o arranjo não compensaria! Por indicação da minha mãe dei um salto ao mercado onde existe agora um sapateiro. Vou amanhã busca-las e pagarei 14 euros!

21.3.13

Leituras

Terminei há dias o interessante Jesus Cristo Bebia Cerveja de Afonso Cruz. Uma narrativa passada no Alentejo com um toque de western. Uma boa surpresa! Hoje iniciei O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler. Aguarda em cima da mesinha de cabeceira O Elefante Evapora-se de Murakami e juntei-lhe agora As Velas Ardem Até ao Fim de Sándor Márai, oferta da N. As leituras, andam em alta!

13.3.13

Tempos de Mudança

Os tempos são de mudança e por essa razão há que arregaçar as mangas e ser pró-activa. Depois de uma busca pela net por contatos de centros de explicações e de estudos, e depois ter ter atualizado o meu CV e a minha carta de apresentação, acabei por enviar alguns emails que espero possam vir a revelar alguma oportunidade de trabalho no futuro próximo.

Tenho no OLX um anúncio de explicadora de inglês e consegui a partir dele três contatos, sendo que um é atualmente meu aluno.

Tem sido também através do OLX que tenho conseguido vender alguns livros em segunda mão e conto vender mais alguns, assim como outras tralhas que embora ainda estejam em boas condições a mim já não me servem para nada.

A próxima etapa prende-se com a organização de materiais para continuar a dar asas à imaginação e à criatividade e assim ter prendas giras para oferecer aos amigos ou ter a oportunidade de conseguir vender alguma bijuteria e assim amealhar alguns euros.

De facto ficar de braços cruzados é que não dá resultado. Falo por experiência própria!

9.3.13

Responsabilidade Individual

É um facto em relação ao qual temos tendência a oferecer resistência pela tendência que existe em  desresponsabilizarmo-nos daquilo que escolhemos e que fazemos. 


18.2.13

Parque dos Poetas - inauguração da 2.ª fase

No dia 16 de fevereiro, marcado por várias manifestações de descontentamento por todo o país, foi inaugurada a 2ª fase do Parque dos Poetas em Oeiras. Este tem também uma entrada que dá para o viaduto do Espargal que fica muito perto do sítio onde vivo. A Câmara de Oeiras tem cuidado bem do concelho e muito em parte graças ao senhor Isaltino de Morais, que polémicas e corrupções à parte, se tem dedicado a esta autarquia como poucos autarcas pelo país o têm feito. O novo troço de Parque, mais pequeno do que o primeiro, é, contudo, um espaço igualmente aprazível. Neste temos estátuas originais e bem criativas a poetas como Gil Vicente, Luís de Camões, D. Dinis, entre outros. Nesta primeira ida ao parque não consegui ainda tirar fotos a todos os cantinhos; faltou-me fotografar, por exemplo, a Ilha dos Amores, com vista para a espectacular Fonte Cibernética. Mas consegui algumas bem interessantes. A minha preferida é a Barca de Gil Vicente. Está fantástica!

Neste dia de abertura da 2.ª fase do Parque dos Poetas tivémos também um mimo: Luís Represas e João Gil, acompanhados por colegas, tocaram alguns temas com poemas de poetas portugueses, nomeadamente Mário de Sá Carneiro, Florbela Espanca, Camões, entre outros. 

Aguardamos todos agora com muita expectativa a inauguração da 3.ª fase!
 

 A entrada principal por Oeiras.

 O Anjo e o Diabo da Barca de Gil Vicente.

 A Mãe de Água recuperada e restaurada.

 O pinhal de D. Dinis.

A Fonte Cibernética.

13.2.13

Leituras - update

Resolvi finalmente por-me a ler O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago. Já vou a meio da leitura e estou a gostar da narrativa. Aliás, ate à data gostei de todos os livros que li de Saramago, de uns mais do que outros mas a todos apreciei o toque de originalidade e de profundeza da condição humana.

7.2.13

Proposal



Let’s fall in love –
In our mid-thirties
It’s not only
Where the hurt is.        

        I won’t get smashed up
Should you go
Away for weekends –
We both know

        No two people
Can be completely
All-sufficient.
But twice weekly        

        We’ll dine together
Split the bill,
Admire each other’s Wit.
We will

        Be splendid lovers,
Slow, well-trained,
Tactful, gracefully
Unrestrained.

        You’ll keep your flat
And I’ll keep mine –
 Our bank accounts
Shall not entwine.        

        We’ll make the whole thing
Hard and bright.
We’ll call it love –
We may be right.


 - Tom Vaughan


5.2.13

Picturesque Poetry


Encontro-me em processo de pesquisa de poemas em Inglês para uma actividade a levar a cabo em breve com a turma de Humanidades do 11.º ano. Trata-se de uma actividade chamada Picturesque Poetry que consiste em interpretar poemas através de imagens. Ou seja, os alunos darão asas à sua imaginação e criatividade de modo a interpretar poemas a partir de desenhos ou colagens feitos por eles. Não espero nada de muito extraordinário, nem espero tão pouco a adesão da maioria. A turma é desmotivada e desorganizada na forma de trabalhar, com excepção de uns 6 ou 7 alunos. Veremos o que dali sai.

De todo modo eu não dei o meu tempo por perdido. Acabei por reler poemas já conhecidos e dos quais gosto muito e descobri novos como este One Perfect Rose de Dorothy Parker que me fez logo esboçar um rasgado sorriso que terminou numa sonora gargalhada. 


One Perfect Rose

A single flow'r he sent me, since we met.
All tenderly his messenger he chose;
Deep-hearted, pure, with scented dew still wet -
One perfect rose.

I knew the language of the floweret;
'My fragile leaves,' it said, 'his heart enclose.'
Love long has taken for his amulet
One perfect rose.

Why is it no one ever sent me yet
One perfect limousine, do you suppose?
Ah no, it's always just my luck to get
One perfect rose.

3.2.13

Django

Ainda não percebi muito bem as razões da polémica gerada em roda do mais recente filme de Quentin Tarantino. O que me ocorre é que se trata da futilidade do costume da sociedade norte-americana assim como a vergonha do seu passado histórico. Polémicas à parte, recomendo vivamente Django Unchained. É um filme bem construído. Com personagens carismáticas e muitíssimo bem interpretadas e dirigidas. Samuel L. Jackson está irreconhecível. Os contributos de Jamie Foxx, Christoph Waltz e Leonardo Di Caprio fazem deste um dos filmes mais interessantes de Tarantino. Eu pessoalmente gostei bastante mais deste do que do anterior Inglorious Basterds. Em nenhum momento dos 180 minutos de filme me senti aborrecida.