22.8.09

O Lago Balaton

A primeira coisa que me ocorre dizer sobre o lago Balaton é que é imenso! Imenso e muito azul, confundindo-se com o céu quando este se encontra azul também e sem nuvens. Partimos de comboio da Déli Pályaudvar (que é como quem diz estação Déli em húngaro) em direcção a Balatonfüred. Aí apanhámos o autocarro até Tihany, que fica localizada numa pequena península do lago. A estadia foi de 3 dias/2 noites na belíssima e muito confortável estalagem Kékliliom, que significa Lírio Azul. No final apetecia ficar mais tempo, mas havia ainda outros destinos por explorar!

Em Tihany, e julgo também que por todas as localidades junto ao lago Balaton, quem tem conhecimentos de alemão safa-se bem caso não domine nem a língua húngara, nem a inglesa. Em grande parte das lojas e praias encontram-se cartazes bilingues em húngaro e alemão e as pessoas no geral sabem essas duas línguas.

O que há para fazer em Tihany? Para além da praia, pode-se visitar a Igreja, o Calvário e Óvár (que significa velho castelo) e onde estão localizadas algumas das mais belas casas que alguma vez vi (há por lá muitas para venda, por isso estejam atentos!). Pode-se também comer muito bem! Lángos, por exemplo! Foi aqui que eu descobri os deliciosos pastéis húngaros: túrós batyu (trouxa de requeijão), mákos patkó (ferradura com papoila) e diós patkó (ferradura com noz). Fiquei viciada! E pode-se também fazer compras em muitas lojas de artesanato local.

A região do lago Balaton é especialmente conhecida pelos bons vinhos (fiquei a saber para minha surpresa que há muitas vinhas na região devido ao seu clima mediterrânico), licores e alfazema.



O lago Balaton


A praia em Tihany


Marina de Balatonfüred


A estalagem Kékliliom em Tihany


A Igreja - ex-libris de Tihany


O Calvário em Tihany


Casa bonita em Óvár - Tihany


Loja de artesanto local em Tihany


21.8.09

A Ilha Margarida

A ilha Margarida é um dos ex-libris de Budapeste. Numa ponta da ilha temos a ponte Margarida, na outra vamos dar à ponte Arpad. Ligando-as temos uma ilha repleta de espaços verdes para relaxar, namorar, correr, caminhar, dormitar, e brincar. Trata-se de um espaço na cidade para fugir da cidade.

Foi para esta ilha que foi enviada Margarida, com apenas nove anos de idade, como oferta a Deus pela promessa feita por seu pai Béla IV caso se conseguissem livrar dos malvados turcos (ou da invasão mongol - agora já não estou certa!). A jovem foi enviada para um convento, do qual ainda existem alguns vestígios, tendo morrido antes de completar 30 anos.

Para além do Complexo de Piscinas Olímpicas, há um hotel (Grand Hotel Margitsziget), e outros pontos interessantes a serem visitados: a Torre de Água, a Fonte, a Igreja de São Miguel e o Poço Musical Bodor (ainda aguardámos por lá uns minutos mas o poço não piou!). Há igualmente uma zona de jardim muito bem cuidada e ainda estive divertida a fotografar flores! Imagine-se, eu a fotografar flores! Mas tive de as fotografar para mostrá-las à minha mummy, que é uma grande apreciadora de coisas coloridas.



Paragem de autocarro na ponte Margarida



Monumento Centenário



Fonte



Flores



Igreja de São Miguel



Cascata

O Castelo Vajdahunyad

Um dos locais mais aprazíveis de Budapeste é Városliget. Uma zona imensa de espaços verdes onde vamos encontrar o castelo Vajdahunyad. O castelo onde estão misturados três estilos arquitectónicos diferentes (românico, gótico e barroco) alberga o Museu da Agricultura (que não visitei), a Capela Ják e possui um extenso parque com um lago. Aqui também encontramos a estátua do Anónimo (ou Desconhecido), o escrivão da corte do rei Béla III que tão ocupado andava a escrever sobre a vida na corte que se esqueceu de assinar os seus textos, pelo que se desconhecem o seu nome e origem.

Encontram-se nas imediações do castelo várias mulheres a venderem panos e toalhas bordados típicos da Hungria e Transilvânia. Todas afirmam fazer com as suas próprias mãos os belos panos e toalhas e nós fazemos que acreditamos. Por que não?

Foi infelizmente um dos locais da cidade onde encontrei mais lixo (nomeadamente garrafas de plástico a boiar no lago) o que me surpreendeu pois minutos antes tinha eu elogiado a cidade por se apresentar tão limpa e cuidada. De todo o modo é um local que vale a pena visitar.













Nos arredores de Városliget existem muitos outros pontos de interesse: O Museu de Belas Artes (onde passei uma bela tarde pasmada perante a extensa colecção de arte sacra e medieval), o Palácio da Arte Mücsarnok, e entre os dois fica "encaixada" a belíssima Praça dos Heróis, o Jardim Zoológico e os Banhos Széchenyi (onde tive imensa pena de não ir, mas devido a impedimentos de última hora tivémos de alterar os planos).

20.8.09

Budapeste à noite

Tive a oportunidade de passear por mais do que uma ocasião pelo centro da cidade à noite. Aqui ficam alguns registos pictóricos. Budapeste à noite tem uma magia especial.

Catedral de Santo Estévão


Parlamento

Palácio Real

Praça dos Heróis

Sinagoga

Ponte das Correntes

19.8.09

Budapeste

Budapeste, a Paris da Europa Central na qual ainda encontramos marcas do regime comunista assim como marcas profundas da guerra e da revolta de 1956... Budapeste, cujas pontes sobre o Danúbio foram destruídas na Segunda Guerra Mundial, é uma cidade majestosa. Não temos outra opção senão deixarmo-nos seduzir pela sua beleza.

Seguem-se algumas fotos de alguns dos monumentos mais emblemáticos da cidade.


Monumento da Liberdade - este monumento foi erguido após a libertação da cidade pelas tropas russas em 1945. Tendo perdido o cariz político de outrora hoje em dia é um símbolo da cidade.


Parlamento - com base no de Londres possui contudo uma identidade muito própria. Na sala da cúpula que possui 96 metros de altura encontram-se ao centro a coroa de Santo Estevão, a espada, o ceptro e a maçã.


São Geraldo com a sua cruz olhando a cidade da Colina.


Ponte da Liberdade - bem mais bonita ao vivo do que nas fotos. Do lado de Peste vai dar ao Grande Mercado Central.


Ponte Isabel - a única ponte do Danúbio sem pilares. Conta-se que os húngaros não queriam que a Sissi molhasse os pés.


Ponte Margarida - dá-nos acesso à idílica ilha Margarida, para onde foi enviada, aos nove anos de idade, a filha do rei Béla IV que a prometera a Deus caso se conseguissem ver livres dos turcos.


Ponte das Correntes - a primeira ponte permanente sobre o Danúbio.


Praça dos Heróis - no topo da coluna de 96 metros encontra-se o Arcanjo Gabriel. Na base da coluna encontram-se representados os 7 chefes políticos das tribos húngaras. Nas estátuas encontram-se as figuras de várias personalidades políticas húngaras, entre elas o rei Santo Estevão, São Ladislau e o rei Matias (o único que não é santo). Nas estátuas do topo temos representações do bem-estar e trabalho, guerra, paz e artes e ciências. Este monumento foi construído para a celebração dos 1000 anos da chegada dos húngaros à bacia dos Cárpatos. Estava agendada uma manifestação da extrema-direita para o dia 15 que iria decorrer de princípio neste local. Felizmente foi proibida pelo Parlamento.


Igreja Matias - que se encontrava na altura da minha visita em fase de restauro e limpeza foi o local onde todos os reis húngaros foram coroados à excepção, curiosamente, do rei Matias. Deitei florins nas grades que se encontram no chão da igreja para regressar à Hungria!

18.8.09

Nota introdutória

Por onde começar? As duas semanas de férias foram fantásticas! Diverti-me tanto que nem dá para acreditar. Descobri possuir poderes mediúnicos extraordinários. À ida andava preocupada com o facto de a bagagem se extraviar. Eu sou peixes e de acordo com todas as descricções sobre o meu signo altamente impressionável, por isso, depois de ter lido A Cidade e as Serras e de ter ficado a saber que o Jacinto e o Zé Fernandes haviam perdido as 23 malas na sua viagem de Paris para Tormes, passei a ter mais essa preocupação na vida: o terror da bagagem extraviada. E assim aconteceu efectivamente! Nós chegámos a Budapeste, mas a bagagem não! Supõe-se que as malas terão ido viajar até à Finlândia! Mas certezas não as há! Felizmente esse pequeno detalhe ficou resolvido no final do segundo dia em Budapeste. Antevendo já esta situação eu e o meu camarada haviamos colocado uma muda de roupa na mochila que levavamos na cabine. Foi a nossa sorte pois houve quem tenha aterrado em Ferihegy sem um par de cuecas sequer para mudar! De resto estes dias foram a loucura total e aqui fica a foto ilustrativa tirada pelo camarada de viagem no Festival Sziget!



Seguem-se relatos de viagem com muitas fotos nos próximos dias.

Good girls go to heaven...

bad girls go to...


:-D

1.8.09

Tudo pronto e a postos!


A malinha (o meu trolley verde e castanho comprado em Londres em Abril de 1998 que em tantas viagens me tem acompanhado) já tem tudo aquilo de que preciso nas próximas semanas. Está identificada com uma etiqueta com o meu nome, morada e número de telefone e tem cadeados que facilmente podem ser violados mas que me dão uma certa sensação de segurança e confiança. A mochila também está quase pronta. Já só falta lá meter uma blusa, a máquina fotográfica e mais qualquer coisa de que não me recordo agora (tenho de ir espreitar a lista).

Ah! E levo também um frasquinho pequenino com um desinfectante para impedir que o vírus da gripe se aloje nas minhas lusas mãos ao tocar em maçanetas, corrimãos e outras superfícies dos aeroportos nacional e internacional. A mãe obrigou-me, claro!

Esta noite até sonhei que tinha ido de viagem, não para a Hungria mas para a Finlândia! Ainda estou para descobrir porque raio o meu subconsciente optou por este e não outro destino! :D

30.7.09

10 dicas para fazer a mala

Nem a propósito dei com este artigo no i: 10 dicas para fazer a mala sem problemas.

Não levo o vestido para a eventual ocasião especial. Um dos pares de calças e uma das blusas que levo servem perfeitamente para uma ocasião mais formal. Só levo calças, nem uma saia sequer. Mas levo um par de calças compridas não vá apanhar um dia ou uma noite mais frescos e dois casacos de malha e um kispo (para evitar levar o guarda-chuva embora mo tenha sido aconselhado pela D.) caso caiam uns pingos. Para calçar: um par de ténis, um par de sapatos, um par de sandálias (que conto levar na viagem embora no artigo aconselhem os ténis) e um par de chinelos.

Fiz uma lista com tudo aquilo que tenho de ter em conta para a viagem: MP3, máquina fotográfica, carregador de telemóvel, medicamentos, produtos de higiene, etc, etc.

Já tenho tudo a jeito e parte das coisas já enfiada na mala e mochila. Sem stresses!

Por fim!

Ao jeito do Gareth de The Office tenho a dizer:

one word, two syllables*:

FÉ-RI-AS!


Já pus os livros, os dossiers e as fichas de lado! E em cima da cama tenho uma pilha de roupa e alguns objectos pessoais para encher a mala para uma viagem de duas semanas. Já percebi que terei de reduzir drasticamente o volume das coisas que quero levar! Nos tempos livres, que começam feliz e finalmente a abundar, tenho lido o delicioso A Cidade e as Serras de Eça de Queiroz. No final de Agosto conto ler, do mesmo autor, A Relíquia.


* Infelizmente não encontro no YouTube o clip da cena com o Gareth e Tim na qual Gareth marca uma fronteira entre as secretárias dos dois concluindo sabiamente: One word, two syllables: DE-MAR-CA-TION! É das melhores cenas da série!

29.7.09

Linguata Hungarian

Para os poliglotas que visitam esta Dimensão (e são uns quantos!) fica aqui um link útil para concluírem a vossa aprendizagem com distinção da língua húngara. Podem fazer o download grátis do Linguata Hungarian (versão free trial) que tem uns exercícios bem divertidos. Foi o que usei para saber pronunciar as poucas palavras que aprendi. Portanto, havendo interesse, é só clicar aqui. Divirtam-se!

E agora que vou para a caminha digo-vos: Jó ejszakát!

Dou por encerrado o curso intensivo aqui no blogue. :D

27.7.09

Uma questão de próteses

Há poucos meses fiquei maravilhada a observar um atleta com uma prótese numa perna numa prova de triatlo.

Hoje maravilhei-me com duas notícias do Telegraph. E pensei na importância da ciência e da tecnologia ao conferirem qualidade de vida e um futuro cheio de esperança a uma criança e, pasmem-se, a um elefante.

Toddler takes first steps with new prosthetic limbs
Crippled elephant walks again thanks to false foot

Szívesen!

Quando um húngaro jeitoso (ou húngara) lhe disser köszi responda simpaticamente: szívesen, que é como se diz lá o nosso "de nada".