20.9.15

Lisboa Ciclável 2015

O evento Lisboa Ciclável foi o máximo! Espero que tenha sido o primeiro de muitos. Participaram mais de 1000 pessoas, desde grupos a pessoas individuais como eu, famílias inteiras e montes de crianças. 

Nem tudo correu na perfeição. Assisti a pelo menos 3 quedas. Eu admito que já previa que tal acontecesse devido ao elevado número de participantes, daí ter sido muito cautelosa e posso orgulhar-me de não ter provocado nenhuma. Mantive sempre presente os ensinamentos de um amigo para manter a devida distância dos outros ciclistas. E foi isso que me safou de não ter sido apanhada nas duas primeiras quedas a que assisti. Como mantive a devida distância, travei suavemente sem causar transtorno a ninguém. Felizmente os que seguiam atrás de mim eram igualmente conscienciosos e não levei com nenhum em cima. 

Andei a esquivar-me boa parte do tempo de uma mulher que não conseguia fazer um metro seguido a direito, o pedalar dela era aos zig zag e estava sempre colada às bicicletas da frente, por isso não admira que ela tenha sido protagonista de uma das quedas que envolveu crianças também. 

Os paizinhos deveriam ser mais responsáveis nestes eventos e manterem as crias por perto. Parte das crianças andavam também a zigzaguear pelo meio dos ciclistas e paravam de repente no meio da via. Foi assim que dois ciclistas adultos chocaram com duas crianças. Mas houve excepções. Vi, por exemplo, um pai que acompanhava uma pequena de uns 5 anos na sua bicicleta com rodinhas de apoio. A menina foi sempre ao lado do pai. E o pai, paciente, seguiu sempre ao ritmo da filha, chegando mesmo a fazer boa parte do percurso a empurra-la suavemente pelas costas com a sua mão.

De resto a organização fez um óptimo trabalho. Recebi uma T-shirt bem catita que conto usar nas minhas voltas futuras com a btwin. 

O dia foi pautado por uma série de momentos giros. Falei com um miúdo que vinha de São Marcos com um amigo. Emprestei o meu telefone a uma miúda para ligar aos pais. Uma turista ofereceu-se para me tirar uma foto com o meu telemóvel. A caminho de casa, ao fazer uma mudança, a corrente saíu do sítio e um miúdo que ia a passar, também de bicicleta, voltou atrás e ajudou-me. 

Todos estes momentos fixes ofuscam a doida parada no meio da ciclovia ali nos lados do Cais do Sodré, a quem eu tocava violentamente a minha campainha, mas a senhora continuava ali parada. Fui forçada a fazer uma paragem brusca. Magoei-me na perna (tenho umas belas nódoas negras que me dificultam o andar) e só não dei uma queda aparatosa porque já consigo manter melhor o equilíbrio. Estúpida! A mulher, obviamente, não eu.

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