14.11.17

em Portugal no século XXI

Tenho recebido várias mães, Encarregadas de Educação dos meus alunos. E tenho aprendido muito. Especialmente humildade. Falei recentemente com algumas das pessoas mais humildes que já conheci na vida, que desabafaram sobre as suas vidas difíceis relatando histórias e situações para me fazerem um enquadramento do que são as suas vidas. Tenho alunos cujas mães não leem nem escrevem. Tenho alunos cujas mães aquecem água em tachos para darem banho aos filhos. Em Portugal, no século XXI. 

12.11.17

os loucos vingar-se-ão


"Os Loucos Vingar-se-ão" é o título do livro de poesia de Filipa Borges. A Filipa foi minha aluna numa turma de 11.º  ano de Humanidades há cerca de 8 anos. Na primeira aula e nos primeiros segundos eu não percebi se aquela figura franzina, de cabelo curto e óculos, muito tímida, fugidia, era um rapazinho ou uma menina. Sempre a achei uma pessoa fascinante. Absolutamente singular e peculiar. Com uma visão muito diferente do mundo e de tudo. Com uma riqueza interior que brota e brota e não se esgota. Intensa, perspicaz, provocadora. A Filipa é uma excelente autora, escritora, poetisa, artista. Toda ela respira arte, toda ela é arte e criação.  

Na sexta-feira tive o enorme prazer e privilégio de assistir ao lançamento do livro na Sociedade Nacional de Belas Artes. Conversei um pouco com a Filipa. Dei-lhe os parabéns e reforcei o grande apreço e orgulho que sinto por ela. 

Deixo-vos um excerto de uma obra intensa, que nasceu das vísceras, que perturba e que no seu âmago é bela, bela, bela. 

"De tocha em punho, assim se prepara
O incêndio nas infra-estruturas da sanidade
E, subitamente, alastra um vermelho vivo
Afluente da revolta titânica
Maculando o chão branco do asilo

São psiquiatras ensanguentados
Esquartejados pela ilusão da normalidade"

in "Os Loucos Vingar-se-ão", Filipa Borges

9.11.17

abrindo o coração

Na semana passada, ao terminar uma aula com a minha DT, reparei que tinha uma folha A4 dobrada enfiada na mochila. Sabia que não me pertencia. Percorri o corredor e subi as escadas a ler a mensagem e sorri de imediato. Por alguns momentos pensei de quem poderia ser a mensagem e por fim percebi que só poderia ser da minha aluna Evelise, uma menina de 15 anos com necessidades educativas especiais. 

Apesar dos muitos erros de ortografia e da pobre síntaxe, a riqueza do texto é inegável. Há também uma coerência e uma lógica que muito me surpreendeu numa aluna com as suas dificuldades a nível cognitivo. 


Hoje recebi a terceira mensagem (a da foto) e conto receber muitas mais. Fiz-lhe esse pedido e ela disse que sim, depois de me dar um abraço apertado. 


27.10.17

o retomar da escrita: ponto de interrogação


Perdi ontem algum tempo a ler os escritos no blogue Exercício de Escrita e fiquei pasmada por afinal estar lá tanta coisa. Não tinha ideia disso. Julgava que apenas havia meia dúzia de posts. Reli tudo o que escrevi e o que os outros colaboradores escreveram e pus-me a pensar se não será uma ótima ideia retomar a escrita.

Desde que me lembro que gosto de escrever. Sempre tive diários e cadernos onde passava parte do tempo a escrever e a escrevinhar sobre mim, sobre os outros, a inventar histórias, a usar a realidade para inventar essas histórias que tanto queria escrever. 


Infelizmente nunca escrevi tão bem como gostaria. E por essa razão, e outras, fui desistindo da escrita. Fui desistindo das histórias, acabando por nunca me empenhar a fundo na escrita. Por vezes tenho pena pois tenho a certeza de que se tivesse sido mais constante estaria a escrever coisas fantásticas nesta altura. Mas a verdade é que se também tivesse continuado a desenhar e a pintar por esta altura estaria a criar obras de arte bastante aceitáveis. Não dá para me empenhar em tudo. Acho eu. 

Mas o regresso à escrita pode ser possível e quem sabe daqui a uns tempos ao fazer nova avaliação não fique satisfeita com os resultados. Quem sabe?


17.10.17

but not tonight


Nos últimos dias têm tocado continuamente os álbuns Black Celebration, Music for the Masses e Violator no carro enquanto me desloco de escola para escola. Esta música em particular (do Black Celebration) sempre foi uma das minhas preferidas. Hoje em dia diz-me tanto como nunca antes. 




15.10.17

Mcr I love you


Fez ontem 20 anos que empreendi na maior aventura da minha vida: a ida para Manchester por um período de cerca de 9 meses. De outubro de 1997 a julho de 1998 vivi o equivalente a uma vida. São tantas e tão boas as memórias. A foto que aqui coloco não é desse período; esta foi tirada no verão de 2011, após os motins. É a entrada para a Town Hall e a faixa onde se pode ler "Nós amamos Manchester" foi a mensagem pós-motins que se espalhou por toda a cidade. A cidade encontrava-se muito fragilizada e a reação das pessoas foi a melhor possível. Tudo voltou à normalidade o mais rápido possível e foi com estas palavras que se recuperou a dignidade de uma cidade fantástica; herança da revolução industrial mas com lugar no mundo como uma das cidades mais modernas e vibrantes da atualidade. 

Foram tantos os sítios que visitei: Macclesfield, Wigan, Blackpool, Lincoln, York, Chester, Liverpool, entre outros. Mas é das pessoas que trago as melhores lembranças: a Mrs de Souza, a avó que nunca tive,  a Margarita e o David, as minhas amigas austríacas e alemãs, os professores no City College, o meu amigo paquistanês na loja onde revelava as fotos, o carteiro que me entregava as cartas na rua, o pessoal dos correios que já sabiam que ia enviar cartas para Portugal, os motoristas dos autocarros que me davam free rides e tantas outras pessoas anónimas que foram sempre simpáticas e gentis. 



Parte de mim ficou lá. Sinto-me lá mais em casa do que em casa. O meu coração é mancuniano, disso não tenho a menor dúvida. 


sta viagem

8.10.17

desacelerar

Como seria de esperar o meu corpo já me está a dar avisos para desacelerar. Ao longo dos últimos 10 anos já tive 4 episódios de quebra de tensão, um deles com desmaio (caí redonda em pleno supermercado e fiquei com um galo de todo o tamanho na nuca!). O penúltimo foi no ano passado numa altura de grande stresse e azáfama.

O último episódio do género (mas desta não caí, por um fio, redonda no chão) foi na sexta-feira a assistir a uma peça de teatro. E o meu grande problema nem era o estar a sentir-me mal e o a partir de dado momento ter deixado de ver ou ouvir o que quer que fosse, o meu problema era perturbar de algum modo a peça a decorrer!!!

Não havia cadeiras para todos pelo que assisti de pé e mantive-me bem encostada à parede para não cair. A determinada altura deveria pura e simplesmente ter deslizado para o chão e aí ter ficado mas como não quis causar qualquer tipo de comoção aguentei-me o melhor que pude. 

Peça terminada zarpei para a casa de banho, sentei-me no chão a ventilar. Despi a blusa que tinha e fiquei ali a tentar que o corpo regressasse ao normal. Estava toda suada. Uma rapariga foi muito gentil e foi buscar-me um copo de sumo e dois pacotes de açucar. Bebi e comecei a sentir-me melhor.

Ontem fui medir a tensão por precaução. Estava perfeitamente normal. Mas a verdade é que não me sentia bem. Tinha um peso um cansaço em cima de mim que incomodava. Foi noite de Saída de Rua e a coisa não correu mal. Hoje continuava com o peso e um cansaço tremendo. Depois de almoçar dei um salto à esplanada da praia e quando vim para casa só pensava em deitar-me. Assim fiz. Dormi umas boas 3 horas no sofá. Fez-me bem porque me sinto efectivamente bastante melhor.

Vamos ver se consigo descansar devidamente ao longo da semana porque dentro de duas semanas começa a azáfama dos testes e vai ser duro. Além disso estamos ainda no início e tenho de me aguentar firme ainda por muitos meses. Há muitos kms a percorrer e para tal convém estar em forma. 

O essencial é estar atenta para não flipar. 

5.10.17

live the life you love



O feriado serviu para descansar e para trabalhar. Tenho uma série de coisas pendentes (tem-me sido difícil dr vazão a tudo, mas aos poucos vai) e hoje adiantei umas quantas. Amanhã tenho assuntos da DT que têm de ficar tratados de vez. Não sei se não terei de abdicar da minha tarde livre de sexta e ir à escola para terminar esses afazeres. 

Dizia eu que o feriado serviu para descansar mas sinto-me tão cansada que nem consigo acreditar como vai ser possível aguentar um ano inteiro este ritmo. Sinto-me em dispersão. Mudo-me de uma escola para outra mas acho que há sempre moléculas minhas a ficarem para trás e eu nunca estou completa, vou-me perdendo no caminho. A continuar assim no final do ano não existo.


E, contudo, há uma onda de satisfação que me envolve e me dá alento. Estas primeiras semanas de trabalho no novo agrupamento têm sido desafiantes e muito estimulantes. O meu trabalho é muito diverso e acho que é aí que reside parte da satisfação, porque não se torna nem mecânico nem enfadonho. Além dos 3.º, 4.º, 6.º e 7.º anos, tenho, nas escolas do agrupamento, um Apoio Pedagógico e um CEI. As aulas do CEI já começaram e já percebi que terei de reinventar com esta aluna toda uma nova forma de a ensinar. O Apoio Pedagógico é com um dos meus alunos do 6.º e vamos iniciar as aulas na próxima semana. 

O trabalho de DT é contínuo, de muita responsabilidade e absolutamente desgastante. 

No INETE tenho a turma de CEF. Com este grupo tenho também de reiniventar a abordagem na sala de aula. Já tenho pensados dois projetos com a turma e tudo correndo bem acho que vão resultar em aulas giras e eles irão ter experiências enriquecedoras. 

A minha vida revolve essencialmente à volta do trabalho mas tem havido oportunidade de alguns encontros sociais, idas à praia e esplanada. 

Por isso, no fundo, tudo tem fluído.E, assim, dou-me conta que estou a viver a vida a que me proponho, um dia de cada vez, e a retirar satisfação do que faço. E não é a toa que tenho esta rodinha de cheiro da foto no meu carro. Comprei-a no ano passado exactamente porque me quis propôr a fazer mais por mim. E isso tem acontecido. 

3.10.17

obrigada


Quando estamos em paz connosco próprios e com os outros tudo flui, tudo é mais fácil, bastante menos doloroso. Já há algum tempo decidi não ficar zangada. Por várias razões, mas especialmente porque isso seria injusto e essencialmente porque seria desgastante. 

Faz 6 anos que não estou com a pessoa com a qual tive a minha relação mais significativa, romanticamente falando, e 7 desde que ele decidiu que estava numa espiral e que não queria estar comigo. Tinha direito a isso: a não ser obrigado a estar com quem não queria. 

A vida é assim mesmo; as relações estão em permanente mudança. As dinâmicas podem funcionar numa altura e deixar de funcionar numa outra. E tudo isso, no fundo, é perfeitamente válido. 



A única verdade que fica é que o fim dessa relação ditou um percurso, inicialmente muito doloroso porque estive física e psicologicamente doente durante algum tempo, mas muito rico a partir do momento em que recuperei a minha força anímica. Empreendi num esforço, que alguns não compreenderam ou não quiseram compreender. Cometi muitos erros pelo caminho. Estive perdida durante algum tempo. E depois, a passo e passo, tudo foi fazendo mais sentido e fui trilhando novos caminhos. Fiz nestes anos coisas incríveis que muito me acrescentaram. Conheci gente fantástica. Alguns para ficar e que me ajudaram a tornar uma pessoa melhor. 

Eu não estaria aqui neste ponto: mais liberta, mais livre, mais disponível, mais verdadeira, mais equilibrada, mais saudável, mais feliz se naquele início de agosto de 2010 o J. não me tivesse dito que queria terminar a relação. Ainda bem que o fez. Com ele eu jamais teria crescido o que cresci nestes anos. 

Por isso, aqui vai: obrigada. 

das pequeninas coisas que nos dão satisfação


Depois de ter tido, na semana passada, duas aulas para esquecer com o CEF (estavam parvos de todo) tive a satisfação de ter uma boa aula hoje. Dei matéria, registando tudo no quadro e eles atentos ouviram e registaram nos cadernos. Corrigi a ficha de gramática feita na aula passada. Fizeram uma nova de vocabulário. Conversámos sobre música. Eles disseram-me do que gostavam e puseram-me a ouvir umas coisas, que não achei más de todo. Quiseram saber o que eu costumo ouvir. Notei-os gradualmente mais empenhados, menos na defensiva, menos arrogantes, mais bem dispostos. 

Terminei a aula a rir-me á grande quando um dos rapazes se despede até à próxima aula e me pergunta se não quero ir à praia com eles na quinta. :-D


Espero que não tenha sido só uma vez sem exemplo. Espero que eles atinem. Só ficam a ganhar. Acho que no todo não são maus miúdos. Alguns precisam de mais orientação e mais atenção, mas não me parecem maus miúdos. O tempo o dirá. A próxima semana trará algo mais. :-)

1.10.17

turbilhão


Isto tem sido um verdadeiro turbilhão. O horário originalmente de 13h passou, no agrupamento, a 20h. Atribuíram-me mais 2 tempos letivos de CEI. Com as 3h do CEF no Inete já contabilizo um total de 23 horas. Estou assoberbada. O trabalho de DT não tem fim. Acabei agora de reler Relatórios Individuais de Alunos NEE, tomei algumas notas para fazer um resumo para o CT. Falta-me ver processos de alunos e organizar os mesmos e ainda tenho alguma informação a confirmar para preencher documentos a entregar na Direção. 

Os manuais adotados são bons e tenho usado o Leya Educação para projectar as páginas dos livros e para ouvirmos os áudios para os exercícios de listening. 

Consegui, com uma enorme satisfação e orgulho, ir às duas aulas de Zumba semanais e a uma no sábado no Tamariz (antes ainda fiz uma aula de Body Vive e uma de Burn it, com batota confesso!). 

Como o facto de praticar exercício físico de forma mais regular nos últimos meses parece estar a injectar-me mais energia do que o habitual, no sábado, não sendo dia de Saída de Rua, aproveitei e fui jantar com a minha bestie e respectivo marido e após o jantar fomos as duas até ao Metropolis, à noite de Vanguarda. Não se esteve mal mas acabámos por lá ficar apenas até às 2h30. Houve bons momentos que fizeram lembrar os tempos gloriosos do Disorder. 

A vantagem de não ter chegado muito tarde a casa foi ter-me levantado relativamente cedo. Dei um pulo ao bar da praia, tratei de uma série de afazeres domésticos, fui votar e ainda fui apanhar uma boa dose de Vitamina D à praia. O meu companheiro de praia foi lá ter e tivémos uma conversa interessantíssima sobre relações na qual também partilhámos algumas experiências pessoais. Depois fui ter com outro amigo ao bar da praia e lá ficámos de conversa com mais pessoal que foi aparecendo. 

Foi um fim de semana rico em atividades e interação social . Isto tem sido uma aprendizagem. O relacionamento com o outro, que me é sempre tão difícil porque rapidamente me esgoto emocionalmente, tem sido uma área muito trabalhada no presente ano. Tenho feito muitos progressos. 

Agora que organizei ideias vou finalmente relaxar um pouco frente à TV e preparar-me para uma semana muito trabalhosa. 

28.9.17

a ti

Os dias têm sido tão longos e cheios que me sinto constantemente com a sensação de estar perdida. Não é uma sensação necessariamente má. Curiosamente. 

Há sempre muita coisa para fazer e assuntos vários a resolver. Quando consigo pôr um "visto" em alguns desses afazeres esboço um largo sorriso mas logo de seguida reparo que surgiram mais umas quantas tarefas a resolver com urgência.


Este início de ano letivo tem sido um desafio gigante. Darei conta do recado? Sinceramente, não sei. Sinto-me motivada e existem tantos estímulos a tantos níveis que me sinto inclinada a dizer que sim, que vou conseguir. É um bom princípio. Qem sabe? Daqui a uns meses saberemos. 

A grande verdade é que ainda há poucas semanas não me sentia minimamente entusiasmada. Aliás, estava efectivamente aborrecida. Em pouco tempo tudo mudou e o que percebi é que recuperei entusiasmo. Melhor, ganhei, descobri entusiasmo. Algo parecido a paixão. 

Que sentimento(s) estranho(s). Terei alguma vez sentido isto antes? Assim com esta intensidade? Não me recordo. 



Apenas me recordo de uma vida antes em que aos poucos fui recuperando algo. Mas o entusiasmo esse não existia verdadeiramente. No fundo achei-me uma fraude tantas, mas tantas vezes sempre com um grande sorriso, sempre bem, sempre "feliz" da vida, mas cá dentro uma escuridão tremenda a puxar-me e a envolver-me Uma inquietação tão grande. Uma insatisfação tão plena que nunca nada poderia ser suficiente. E nunca nada o foi.

Quantas e quantas vezes quis de facto sentir-me feliz por estar viva? E quantas vezes percebi que estava viva mas não feliz por estar. E quantas vezes desejei poder trocar de lugar com o meu irmão? Quantas vezes desejei que a vida nos pudesse levar ao dia 31 de janeiro de 1998 e que tudo pudesse ter sido diferente. Que eu pudesse ter trocado a minha vida pela dele. Quantas noites acordada o desejei?



O meu irmão que já foi matéria como eu é agora apenas um conjunto de memórias, que se vão desvanecendo mas que por vezes se recuperam nas conversas com amigos. E há sempre alguém a contar-me um episódio desconhecido; há sempre alguém a dizer-me algo sobre o meu irmão que eu não sabia. E é assim que ele vive: nas nossas memórias, nas conversas que tenho com amigos que o estimavam. 

E o que eu percebi é que devo a mim mesma uma oportunidade e que a devo também ao meu irmão. Devo honrá-lo, vivendo o melhor possível a minha vida. 




25.9.17

best summer ever!

O verão passado foi fantástico mas este tem sido magnífico. Já estamos no outono mas estes dias continuam a saber-me a verão mesmo quando as temperaturas baixam ligeiramente.

Este verão foi de re-encontros e de redescobertas. Uma amizade de infância e adolescência foi retomada após longos anos de interregno. Éramos miúdos e somos agora adultos; somos os mesmos de há 30 anos. Mas somos seres também diferentes. Cada qual seguiu o seu percurso e teve as suas experiências. O entendimento entre dois seres do elemento água continua a ser o de uma grande sintonia e de muita cumplicidade.

Têm sido tantas as horas de conversa na praia ou na esplanada e os assuntos, curiosamente, nunca se esgotam.

Ontem ao regressar de uma tarde serena na praia pensava: como é bom quando alguém quer estar connosco; por vezes até me esqueço como isso é tão precioso. Darmos o nosso tempo a alguém porque é com essa pessoa que queremos estar naquele momento e dedicar-lhe todo o nosso tempo e atenção.

Sinto-me muito afortunada por ter tido esta oportunidade de retomar e aprofundar uma amizade que embora antiga nunca foi, contudo, muito íntima. Mas a base de respeito e de empatia mútua sempre foi grande.

Best summer ever ou como o meu companheiro de praia deste ano diz: endless summer. :-)

TOP!