25.9.17

best summer ever!

O verão passado foi fantástico mas este tem sido magnífico. Já estamos no outono mas estes dias continuam a saber-me a verão mesmo quando as temperaturas baixam ligeiramente.

Este verão foi de re-encontros e de redescobertas. Uma amizade de infância e adolescência foi retomada após longos anos de interregno. Éramos miúdos e somos agora adultos; somos os mesmos de há 30 anos. Mas somos seres também diferentes. Cada qual seguiu o seu percurso e teve as suas experiências. O entendimento entre dois seres do elemento água continua a ser o de uma grande sintonia e de muita cumplicidade.

Têm sido tantas as horas de conversa na praia ou na esplanada e os assuntos, curiosamente, nunca se esgotam.

Ontem ao regressar de uma tarde serena na praia pensava: como é bom quando alguém quer estar connosco; por vezes até me esqueço como isso é tão precioso. Darmos o nosso tempo a alguém porque é com essa pessoa que queremos estar naquele momento e dedicar-lhe todo o nosso tempo e atenção.

Sinto-me muito afortunada por ter tido esta oportunidade de retomar e aprofundar uma amizade que embora antiga nunca foi, contudo, muito íntima. Mas a base de respeito e de empatia mútua sempre foi grande.

Best summer ever ou como o meu companheiro de praia deste ano diz: endless summer. :-)

TOP!

18.9.17

lovesong

Gostaria de imaginar que esta música seria a pensar em alguém em particular. Esta é uma música que serve para tal. Mas não. Em tempos sim, ou melhor, talvez. Agora, defintivamente, não. Certas coisas, quando imaginadas, são igualmente boas e válidas. Por isso, aqui fica Lovesong.


15.9.17

surpresas

A vida. A minha vida. Os acontecimentos que se sucedem uns aos outros. Sempre na altura certa.

Depois de uma colocação de 13h, que me deixou muito apreensiva por significar um ordenado reduzido e contabilizar pouco tempo de serviço, tive a surpresa de, na quarta-feira, ver o meu horário aumentado para 18h com a atribuição de uma Direção de Turma. Com a acumulação de mais 3h na outra escola, fico com um total de 21h. Não é horário completo, mas está lá quase. 21h é bem melhor do que 13h!

Vai ser um ano letivo duro. Muito trabalhoso e de gastos consideráveis de combustível e de parquímetros, mas preparo-me também para viver muitas horas de satisfação e até de diversão.

Já conheci todas as turmas e, pelas primeiras impressões, parece-me vir a ser possível realizar um bom trabalho com todas. Todas têm as suas especificidades, mas parece-me que o CEF será, possivelmente, a que revelará mais desafios. O truque aqui vai ser conquistá-los, variar nas atividades, ajudá-los a sentirem-se mais confiantes e mais capazes. Julgo que a partir daí a coisa vai funcionar bem.

Tenho alguns bons colegas cujo auxílio e boa vontade têm sido de extrema importância nestes primeiros dias.

Agora é focar-me, trabalhar e dar o meu melhor!

11.9.17

um dia de cada vez e depois logo se vê

O regresso à escola foi mais cedo do que esperado. Consegui colocação na primeira Reserva de Recrutamento em Linda-a-Velha. A vantagem é ficar perto de casa (não tão perto como no ano passado) e a grande desvantagem é só ter 13h. Acenaram-me com 3h no INETE mas ainda não me confirmaram nada. Na Oferta de Escola, na semana passada, ainda não havia horários para o 330. Esta semana vou pesquisar o que há para fazer acumulação. Há um outro aspecto negativo: vou estar e lecionar 1.º, 2.º e 3.º ciclos em 3 escolas diferentes. A vantagem: as escolas são relativamente perto.

Não vale a pena stressar já. Um dia de cada vez e depois logo se vê.

Não diria estar propriamente entusiasmada. Mas é bom, em vez de recorrer ao subsídio de desemprego, contar com o ordenado (ainda que miserável) para pagar as contas. Agora a grande verdade é que o ordenado relativo a 13h vai-se basicamente todo nas minhas contas principais.

É por isso que acho sempre admirável aquelas histórias das pessoas que dizem que conseguem viver sem dinheiro e que também é possível dar a volta ao mundo sem dinheiro ou com 1 euro por dia. Acho isso fascinante e adoraria um dia ser capaz de ser como essas pessoas.

Mas adiante. Entreguemo-nos com empenho, já que o ânimo é mais escasso, ao trabalho. Para já as atividades em mente são verificar os materiais dos putos do 3.º e 4.º anos, pintar com eles a Union Jack para decorarem as capas dos cadernos; ensiná-los como vamos abrir as lições todos os dias, e fazer uma breve revisão de alguns conteúdos básicos. Insistir nas regras com estes e com os do 6.º e 7.º anos. No 6.º e no 7.º vão ser aplicados os testes de diagnósticos que, Gott sei Dank, já foram feitos pelas colegas da casa. Depois de corrigidos faço uma breve revisão de conteúdos, explicitação dos critérios de avaliação e estamos prontos para embarcar em mais uma aventura num novo ano letivo cheio de coisas novas.

16.6.17

I'll look for you

Em dois mil e qualquer coisa vi os New Order tocar no SBSR. Foi um momento mágico. Embora não me tenham impressionado pela postura em palco, fiquei pasmada pela forma como tocaram e a música deles é tão, mas tão boa... Do álbum de 2005, Waiting for the Sirens' Call, deixo aqui "Who's Joe", uma das minhas preferidas.


I'll look for you
And I'll get you home
Wherever you go
Whatever you do
I've got to find you
I've got to find you (Whatever I do)


12.6.17



Este ano já dei um salto à Feira do Livro duas vezes. Junta-se o útil ao agradável: combina-se encontro com amigas e dá-se um giro a ver livros. Tive a grande felicidade de no sábado conseguir um autógrafo do Afonso Cruz. Levei o meu "para onde vão os guarda-chuvas", que é o meu livro preferido dele. Fiquei em êxtase!

10.4.17

Paris


Este ano o fim de semana cultural foi em Paris. Descobri uma cidade maravilhosa, cheia de cultura, uma arquitectura fantástica, ruas limpas, sistemas de transportes organizados. 

Posso dar-me por muito satisfeita porque tive a oportunidade de visitar o Louvre e o Musée d'Orsay. Ambos maravilhosos! O d'Orsay tem um piso só dedicado ao Impressionismo!

Fica um registo em imagens do que foi possível visitar em tão pouco tempo. 





















20.3.17

45

Tive este ano o melhor aniversário de sempre. O dia 15 foi dia de trabalho e tive um jantar em casa da minha mãe com 3 amigos, que são família. No sábado houve um almoço-convívio onde reuni 20 das pessoas mais importantes que tenho o privilégio de ter na minha vida. Houve momentos fantásticos de muito riso e boa disposição, muita conversa e sessões fotográficas. Após o almoço mais um bocadinho de convívio na esplanada do bar da praia, com a comitiva já largamente reduzida e, por último, uma ida até ao Metropolis, onde me fartei de dançar. Foi a noite de tributo aos Depeche Mode, que não poderia ter calhado em melhor data.

Ontem, extenuada por já não estar habituada a estas andanças, sentia-me muito feliz. Uma onda de satisfação invadiu-me por completo. Pensei na sorte que é conhecer estas pessoas maravilhosas que fiz questão estivessem presentes para comigo celebrarem os meus 45 anos. Desde amigos mais velhos a mais recentes, a maridos e namorados de amigas, todos eles acrescentam algo à minha vida. Como é bom ter quem se importe connosco, quem nos acompanhe, quem nos ame. Como é bom termos pessoas que estão lá para nós, independentemente de tudo o resto. Como é bom termos pessoas que nos aceitam tal e qual como somos e que não se vão embora porque querem realmente ficar.

A vida é curiosa. Tira-nos tanto, mas dá-nos tanto mais. Fui bem compensada, foi o que percebi. Todas as falhas, todas as ausências não importam. Deixam a sua marca, sem dúvida, mas por tudo o que perdi ganhei um tanto mais.

Não há, absolutamente, nada a lamentar.


11.3.17

um dia de cada vez e no meio encontramos o equilíbrio

Nestes últimos dias voltei a mexer no English Tid Bits e na minha conta do SCRIBD. Isto porque o trabalho tem vindo a revelar-se interessante com as turmas deste ano. Tenho usado alguns materiais diferentes, especialmente vídeos online de alguns youtubers. Há coisas realmente muito bem feitas e que podem ser usadas como introdução ou conclusão de matérias, sem roubar demasiado tempo a outras atividades obrigatórias. Estou entusiasmada com o trabalho desenvolvido este ano e ainda há muito para fazer até o ano letivo terminar. Um dos aspectos mais interessantes do presente ano lectivo é estar a trabalhar com uma colega, também amiga. Tem sido óptimo a partilha e o entendimento entre as duas.

Dentro de dias faço 45 anos e sinto-me realmente bem em relação a isso. Parece-me um marco importante chegar a esta idade. Pareço bem ter a idade que tenho. Nos últimos 2 ou 3 anos reparei que envelheci. Olho o meu rosto ao espelho e vejo os sulcos das rugas e a pele menos jovem e vigorosa e já tenho uma série de cabelos brancos a coroar-me a cabeça. E, espantosamente, isso não me traz qualquer tristeza. Alegra-me o pensar o quanto tenho resistido a uma vida nem sempre minha amiga. 

Depois, coloco-me questões: o que vai ser de agora em diante? Quanto mais tenho para viver? O que fazer com o tempo que me resta? Terei tempo para quantos mais projectos? Mas valerá assim tanto a pena pensar em tantas perguntas. Matutar em tantos "porquês"? Possivelmente não.

Todos os dias são um novo começo. Cada dia me oferece inúmeras oportunidades. E tenho aproveitado, talvez não ao máximo, mas tenho aproveitado os meus dias para descobrir coisas novas, interessantes e desafiantes. Mantenho-me informada, leio, vejo filmes e séries que me interessam. Converso com as pessoas. Aprendo sempre um pouco mais. Dedico-me ao meu trabalho e aos meus alunos. Reflicto sobre o que corre menos bem. Ponho-me a mim própria em questão. O essencial aqui é crescer e ser sempre um pouco mais no dia seguinte.

É por essa razão que deixei algumas pessoas no passado e não as trouxe comigo nesta jornada do meu presente. Penso em como seria bom ter algumas delas comigo, mas apenas porque num ponto no passado foram importante para mim, pois sei que pouco ou nada me acrescentariam. A vida é assim mesmo: traz-nos coisas, retira-nos outras tantas. E no meio encontramos o equilíbrio. 

Um dia de cada vez a cuidar de mim para poder também cuidar dos outros. 

45 anos. Não pensei chegar até aqui.

Depeche Mode - Nothing's Impossible

22.12.16

2016: o balanço

Embora a escrita neste blogue tenha sido, nos últimos anos, muito irregular ainda não foi desta que ele fechou. Lembrei-me de dar cá um salto e fazer um balanço de 2016.

O que dizer de 2016? Foi um ano de viragem. Foi um ano de muitas mudanças. Nem todas muito visíveis, mas todas úteis e com resultados muito positivos. Tornei-me uma pessoa mais aberta e mais honesta em relação a mim e aos outros; questionei prioridades; cimentei relações antigas; abracei novos desafios pessoais (o Curso de Criminologia foi mais um marco no meu desenvolvimento pessoal); controlei melhor o meu peso; consegui, com custo, admito,  garantir a minha independência económica; não me apaixonei, o que conta como um dos aspectos mais positivos deste ano; visitei familiares; passei mais tempo com a minha afilhada; senti-me mais livre e fiz muitas coisas sozinha; recuperei de um ano letivo anterior muito desgastante e iniciei um novo com muito entusiasmo. E eis que termino este ano com um sorriso. Obrigada 2016. 

De 2017 espero apenas o melhor. 

22.10.16

re-início

Se este blogue recupera a regularidade que teve em tempos ainda é uma questão a ver. Mas hoje apeteceu-me cá vir e deixar algo. 

Depois de um Verão absolutamente fantástico com curtas viagens ao Norte e ao Sul do país, muitas idas à praia e convívio com amigos, iniciei funções em setembro numa escola "nova". Em certa medida julgo poder afirmar que fui compensada pelo ano letivo anterior,que foi absolutamente desgastante. Fiquei pertinho de casa na escola onde estudei e onde, mais tarde, estagiei. Tenho apenas Secundário, regular e profissional. 

Não sendo um horário completo, o ordenado é ainda assim suficiente para garantir o pagamento das despesas. Em termos de gastos fico a ganhar muitíssimo dado que não tenho a necessidade de gastar tanto em combustível e em parquímetros como no ano anterior. Além disso não tenho de andar a correr que nem uma louca de uma escola para outra, sempre com receio de não conseguir cumprir horários. Não tenho de passar pela tortura de conduzir no inferno que é a A5. Este ano recupero os anos de vida que perdi no ano passado.

Sinto-me satisfeita e tenho conseguido realizar um bom trabalho com as turmas. E quero fazer mais ainda. Nem tudo são rosas. As turmas de 11.º ano, uma do profissional e outra do regular de Artes não são muito fáceis. Mas ainda tenho esperança e uma forte de dose de otimismo de que com o tempo tudo se torne melhor e mais fácil, para mim e para eles.

Já tive alguns bons momentos e algumas pequenas vitórias, o que me deixou muito feliz e motivada para não desistir de alguns alunos mais difíceis. Felizmente, melhorei a minha capacidade de comunicação e melhorei também a minha atitude em situações de sdesgaste e de stresse. 

Só me cabe mesmo desenvolver o melhor trabalho possível este ano. As vantagens serão muitas. 

31.1.16

conversas ao frio

Ontem foi dia de conversas na rua. Encontrei várias caras conhecidas. Trocaram-se abraços, beijos, e palavras de encorajamento. Ouviram-se as histórias do costume, todas carregadas com a sua dose de drama. 

Em frente à estação de St. Apolónia, sensivelmente na altura em que decidi tirar a foto abaixo, senti um misto de alegria e tristeza. Por um lado é bom encontrar estes "velhos" amigos. É bom reconhecer os sorrisos de gente boa conhecida no meio de outros que ainda não conheço. Contudo, percebi também que ao encontrar estas pessoas, a cada 15 dias, significa que nada na vida delas mudou; que não se operou ainda a desejada mudança de uns saírem da rua e passarem a viver num lar e de outros, os que têm um quarto, uma casa ou um abrigo, não necessitarem de recorrer ao apoio das associações. 

Senti-me impotente, frustrada. E, pela primeira vez, reconheci que, embora seja importante a acção dos voluntários das diversas associações que operam na rua, isso é somente uma pequenina gota num vasto oceano.

Mas daqui a 15 dias lá estaremos novamente a darmos mais um pouco de nós e a recebermos um pouco dos outros. Ao frio nas ruas da zona de St. Apolónia, que é um dos locais mais quentes, em termos humanos, que conheço.


23.1.16

página virada

Ao contrário de outros anos não fiz uma publicação sobre os melhores momentos de 2015. Já mencionei anteriormente que foi um ano mau com alguns bons momentos. 2016 apresenta-se como uma continuidade de 2015. As primeiras semanas não têm sido boas. Muitas contrariedades, algumas situações negativas e uma constante preocupação que me vai incomodando o dia a dia. 

Vou-me forçando a relaxar. Até digo a mim mesma: "Lighten up!"numa tentativa de me convencer que as preocupações a nada levam. Não levam de facto mas tem-me sido difícil ignorá-las.

Encaremos este período como apenas uma breve passagem para algo melhor. Nem tudo é mau. Estou empregada. Continuo no meu apartamento. Tenho um carro "novo". Os amigos e familiares mais próximos estão de boa saúde. Eu também. 

Logo se vê.