10.4.17

Paris


Este ano o fim de semana cultural foi em Paris. Descobri uma cidade maravilhosa, cheia de cultura, uma arquitectura fantástica, ruas limpas, sistemas de transportes organizados. 

Posso dar-me por muito satisfeita porque tive a oportunidade de visitar o Louvre e o Musée d'Orsay. Ambos maravilhosos! O d'Orsay tem um piso só dedicado ao Impressionismo!

Fica um registo em imagens do que foi possível visitar em tão pouco tempo. 





















20.3.17

45

Tive este ano o melhor aniversário de sempre. O dia 15 foi dia de trabalho e tive um jantar em casa da minha mãe com 3 amigos, que são família. No sábado houve um almoço-convívio onde reuni 20 das pessoas mais importantes que tenho o privilégio de ter na minha vida. Houve momentos fantásticos de muito riso e boa disposição, muita conversa e sessões fotográficas. Após o almoço mais um bocadinho de convívio na esplanada do bar da praia, com a comitiva já largamente reduzida e, por último, uma ida até ao Metropolis, onde me fartei de dançar. Foi a noite de tributo aos Depeche Mode, que não poderia ter calhado em melhor data.

Ontem, extenuada por já não estar habituada a estas andanças, sentia-me muito feliz. Uma onda de satisfação invadiu-me por completo. Pensei na sorte que é conhecer estas pessoas maravilhosas que fiz questão estivessem presentes para comigo celebrarem os meus 45 anos. Desde amigos mais velhos a mais recentes, a maridos e namorados de amigas, todos eles acrescentam algo à minha vida. Como é bom ter quem se importe connosco, quem nos acompanhe, quem nos ame. Como é bom termos pessoas que estão lá para nós, independentemente de tudo o resto. Como é bom termos pessoas que nos aceitam tal e qual como somos e que não se vão embora porque querem realmente ficar.

A vida é curiosa. Tira-nos tanto, mas dá-nos tanto mais. Fui bem compensada, foi o que percebi. Todas as falhas, todas as ausências não importam. Deixam a sua marca, sem dúvida, mas por tudo o que perdi ganhei um tanto mais.

Não há, absolutamente, nada a lamentar.


11.3.17

um dia de cada vez e no meio encontramos o equilíbrio

Nestes últimos dias voltei a mexer no English Tid Bits e na minha conta do SCRIBD. Isto porque o trabalho tem vindo a revelar-se interessante com as turmas deste ano. Tenho usado alguns materiais diferentes, especialmente vídeos online de alguns youtubers. Há coisas realmente muito bem feitas e que podem ser usadas como introdução ou conclusão de matérias, sem roubar demasiado tempo a outras atividades obrigatórias. Estou entusiasmada com o trabalho desenvolvido este ano e ainda há muito para fazer até o ano letivo terminar. Um dos aspectos mais interessantes do presente ano lectivo é estar a trabalhar com uma colega, também amiga. Tem sido óptimo a partilha e o entendimento entre as duas.

Dentro de dias faço 45 anos e sinto-me realmente bem em relação a isso. Parece-me um marco importante chegar a esta idade. Pareço bem ter a idade que tenho. Nos últimos 2 ou 3 anos reparei que envelheci. Olho o meu rosto ao espelho e vejo os sulcos das rugas e a pele menos jovem e vigorosa e já tenho uma série de cabelos brancos a coroar-me a cabeça. E, espantosamente, isso não me traz qualquer tristeza. Alegra-me o pensar o quanto tenho resistido a uma vida nem sempre minha amiga. 

Depois, coloco-me questões: o que vai ser de agora em diante? Quanto mais tenho para viver? O que fazer com o tempo que me resta? Terei tempo para quantos mais projectos? Mas valerá assim tanto a pena pensar em tantas perguntas. Matutar em tantos "porquês"? Possivelmente não.

Todos os dias são um novo começo. Cada dia me oferece inúmeras oportunidades. E tenho aproveitado, talvez não ao máximo, mas tenho aproveitado os meus dias para descobrir coisas novas, interessantes e desafiantes. Mantenho-me informada, leio, vejo filmes e séries que me interessam. Converso com as pessoas. Aprendo sempre um pouco mais. Dedico-me ao meu trabalho e aos meus alunos. Reflicto sobre o que corre menos bem. Ponho-me a mim própria em questão. O essencial aqui é crescer e ser sempre um pouco mais no dia seguinte.

É por essa razão que deixei algumas pessoas no passado e não as trouxe comigo nesta jornada do meu presente. Penso em como seria bom ter algumas delas comigo, mas apenas porque num ponto no passado foram importante para mim, pois sei que pouco ou nada me acrescentariam. A vida é assim mesmo: traz-nos coisas, retira-nos outras tantas. E no meio encontramos o equilíbrio. 

Um dia de cada vez a cuidar de mim para poder também cuidar dos outros. 

45 anos. Não pensei chegar até aqui.

Depeche Mode - Nothing's Impossible

22.12.16

2016: o balanço

Embora a escrita neste blogue tenha sido, nos últimos anos, muito irregular ainda não foi desta que ele fechou. Lembrei-me de dar cá um salto e fazer um balanço de 2016.

O que dizer de 2016? Foi um ano de viragem. Foi um ano de muitas mudanças. Nem todas muito visíveis, mas todas úteis e com resultados muito positivos. Tornei-me uma pessoa mais aberta e mais honesta em relação a mim e aos outros; questionei prioridades; cimentei relações antigas; abracei novos desafios pessoais (o Curso de Criminologia foi mais um marco no meu desenvolvimento pessoal); controlei melhor o meu peso; consegui, com custo, admito,  garantir a minha independência económica; não me apaixonei, o que conta como um dos aspectos mais positivos deste ano; visitei familiares; passei mais tempo com a minha afilhada; senti-me mais livre e fiz muitas coisas sozinha; recuperei de um ano letivo anterior muito desgastante e iniciei um novo com muito entusiasmo. E eis que termino este ano com um sorriso. Obrigada 2016. 

De 2017 espero apenas o melhor. 

22.10.16

re-início

Se este blogue recupera a regularidade que teve em tempos ainda é uma questão a ver. Mas hoje apeteceu-me cá vir e deixar algo. 

Depois de um Verão absolutamente fantástico com curtas viagens ao Norte e ao Sul do país, muitas idas à praia e convívio com amigos, iniciei funções em setembro numa escola "nova". Em certa medida julgo poder afirmar que fui compensada pelo ano letivo anterior,que foi absolutamente desgastante. Fiquei pertinho de casa na escola onde estudei e onde, mais tarde, estagiei. Tenho apenas Secundário, regular e profissional. 

Não sendo um horário completo, o ordenado é ainda assim suficiente para garantir o pagamento das despesas. Em termos de gastos fico a ganhar muitíssimo dado que não tenho a necessidade de gastar tanto em combustível e em parquímetros como no ano anterior. Além disso não tenho de andar a correr que nem uma louca de uma escola para outra, sempre com receio de não conseguir cumprir horários. Não tenho de passar pela tortura de conduzir no inferno que é a A5. Este ano recupero os anos de vida que perdi no ano passado.

Sinto-me satisfeita e tenho conseguido realizar um bom trabalho com as turmas. E quero fazer mais ainda. Nem tudo são rosas. As turmas de 11.º ano, uma do profissional e outra do regular de Artes não são muito fáceis. Mas ainda tenho esperança e uma forte de dose de otimismo de que com o tempo tudo se torne melhor e mais fácil, para mim e para eles.

Já tive alguns bons momentos e algumas pequenas vitórias, o que me deixou muito feliz e motivada para não desistir de alguns alunos mais difíceis. Felizmente, melhorei a minha capacidade de comunicação e melhorei também a minha atitude em situações de sdesgaste e de stresse. 

Só me cabe mesmo desenvolver o melhor trabalho possível este ano. As vantagens serão muitas. 

31.1.16

conversas ao frio

Ontem foi dia de conversas na rua. Encontrei várias caras conhecidas. Trocaram-se abraços, beijos, e palavras de encorajamento. Ouviram-se as histórias do costume, todas carregadas com a sua dose de drama. 

Em frente à estação de St. Apolónia, sensivelmente na altura em que decidi tirar a foto abaixo, senti um misto de alegria e tristeza. Por um lado é bom encontrar estes "velhos" amigos. É bom reconhecer os sorrisos de gente boa conhecida no meio de outros que ainda não conheço. Contudo, percebi também que ao encontrar estas pessoas, a cada 15 dias, significa que nada na vida delas mudou; que não se operou ainda a desejada mudança de uns saírem da rua e passarem a viver num lar e de outros, os que têm um quarto, uma casa ou um abrigo, não necessitarem de recorrer ao apoio das associações. 

Senti-me impotente, frustrada. E, pela primeira vez, reconheci que, embora seja importante a acção dos voluntários das diversas associações que operam na rua, isso é somente uma pequenina gota num vasto oceano.

Mas daqui a 15 dias lá estaremos novamente a darmos mais um pouco de nós e a recebermos um pouco dos outros. Ao frio nas ruas da zona de St. Apolónia, que é um dos locais mais quentes, em termos humanos, que conheço.


23.1.16

página virada

Ao contrário de outros anos não fiz uma publicação sobre os melhores momentos de 2015. Já mencionei anteriormente que foi um ano mau com alguns bons momentos. 2016 apresenta-se como uma continuidade de 2015. As primeiras semanas não têm sido boas. Muitas contrariedades, algumas situações negativas e uma constante preocupação que me vai incomodando o dia a dia. 

Vou-me forçando a relaxar. Até digo a mim mesma: "Lighten up!"numa tentativa de me convencer que as preocupações a nada levam. Não levam de facto mas tem-me sido difícil ignorá-las.

Encaremos este período como apenas uma breve passagem para algo melhor. Nem tudo é mau. Estou empregada. Continuo no meu apartamento. Tenho um carro "novo". Os amigos e familiares mais próximos estão de boa saúde. Eu também. 

Logo se vê. 


29.12.15

virar de página

Quase, quase a virar mais uma página. Ontem comecei a planear o meu próximo ano: peguei na agenda nova, oferta de Natal de uma querida amiga, e comecei a registar datas de testes, de consultas médicas, das noites de voluntariado, de aniversário de amigos e familiares, e de mais uma viagem a Madrid (novo fim de semana cultural!). 

E permito-me agora fazer uma breve reflexão sobre este ano de 2015, um dos piores anos da minha idade adulta pontuado com alguns bons momentos. Passei quase todo o ano desempregada a sentir-me perfeitamente inútil e a questionar todas as escolhas académicas e profissionais que tomei ao longo da vida. Felizmente, aproveitei parte desse tempo para fazer algumas coisas positivas e comecei a dedicar-me um pouco mais a mim e a cimentar antigas relações de amizade. Dei por mim a fazer coisas novas (a participação no Lisboa Ciclável, foi por exemplo, uma delas!). Estive quase a apaixonar-me, por duas vezes. Consegui trocar de carro. E, por fim, consegui arranjar trabalho. E, sim, estou satisfeita. Todos os dias tenho perante mim vários desafios que tento ultrapassar sempre com um sorriso na cara ainda que não imediato. 

Não faço resoluções e nem sei muito bem o que esperar de 2016. Sei apenas que será uma continuidade de tudo o que vivi até aqui e que me cabe a mim a responsabilidade de viver melhor os meus dias. 


6.12.15

breve atualização

Os dias passam a correr. É um corropio da escola para o colégio e vice-versa. No meio das atividades profissionais, sempre variadas, vai havendo espaço para algum descanso. Mas ainda assim gostaria de conseguir fazer mais nos meus dias.

Ensinar os pequenos do 1.º ciclo tem sido um desafio constante. Nem sempre me tenho saído bem mas conto ir melhorando para fazer um trabalho cada vez melhor. Com as turmas do profissional tudo tem corrido de forma tranquila. 

Estou satisfeita comigo própria pois apesar de estar sobrecarregada de trabalho (encontro-me neste momento perante a árdua e morosa tarefa de correção de testes) consegui não falhar nenhuma saída de rua. 

Este sábado tive a minha terceira saída na zona de Santa Apolónia. Foi uma noite muito diferente das duas anteriores e marcada com alguns aspetos negativos que me deixaram, incialmente, apreensiva. Contudo, reconheço que são momentos como esses que me permitem aprender a lidar melhor com as pessoas. Comunicar com outro é uma tarefa difícil e nem sempre sei como levar a cabo uma (boa) conversa. Aprendo um pouco mais em cada saída e só espero poder ser útil para com aqueles com os quais me cruzo na rua.

A pausa letiva do Natal aproxima-se. Vai saber bem ter alguns dias para carregar baterias e fazer outras coisas de modo a entrar no novo ano com ânimo e energia para levar a cabo um bom trabalho em todas as frentes. Mas não nos adiantemos, até lá ainda há muita coisa a fazer!


22.11.15

continuam as conversas em novo poiso

As duas últimas saídas, no âmbito do projeto "Um sem-abrigo, um amigo", foram na zona de Santa Apolónia. O percurso de intervenção inicia junto ao cais fluvial no Terreiro do Paço, segue-se até ao Campo das Cebolas, depois vai-se até à estação de comboios em Santa Apolónia e, por último, ao viaduto junto da ciclovia ao pé do Lux. No cais fluvial e no viaduto não temos encontrado ninguém. No Campo das Cebolas há pouca gente e os poucos que encontramos são, na sua maioria, arrumadores de carros. É junto à estação de Santa Apolónia que encontramos mais pessoas. Há várias associações a pararem por lá, fornecendo refeições e agasalhos. 

As pessoas que encontramos na rua são muito afáveis e querem sempre conversar. Muitas dirigem-se  a nós para saberem quem somos e o que faz a ACA. Por vezes somos abordados por pessoas que nos perguntam se temos comida. Quando respondemos que apenas temos chá e conversa para oferecer eles aceitam um copo de chá e ficam à conversa um pouco connosco. 

Noto uma onda de solidariedade entre as várias pessoas que ali se encontram. Partilham não só, entre si, refeições e agasalhos, mas também afectos. As pessoas que temos encontrado não perderam a capacidade de sorrir e de rir. 

Ontem apesar do frio que quase nos congelava os ossos levámos os nossos corações bem quentinhos de regresso a casa.

28.10.15

Campanha Cacifos Solidários

Vamos apoiar esta causa!


Fica aqui o link para contribuírem com o que puderem para a obtenção de Cacifos Solidários para a área de Lisboa. Os Cacifos Solidários, já existentes na zona de Arroios, são uma forma de garantir que pessoas em situação de sem-abrigo possam guardar os seus haveres. É uma forma de responsabilização que acarreta também o acompanhamento das pessoas por técnicos especializados. Para muitos este poderá ser o primeiro passo para sair da rua.  



 
A ACA (Associação Conversa Amiga) necessita de atingir o valor de 5,000 euros. Apoiem. Contribuam! 1 euro pode fazer toda a diferença.

24.10.15

em dias cinzentos ao pé do mar





Fui tomar o pequeno-almoço junto ao mar. Pouco depois, um amigo juntou-se a mim. Ficámos horas à conversa. O mar agitado, a chuva miudinha e as confidências de quem se conhece há anos. É uma excelente maneira de se iniciar o fim de semana!

22.10.15

baterias em baixo

Desde 2010, ano em que tive aquela gravíssima crise de anemia que volta e meia não me sinto lá grande coisa. Noto que me canso com facilidade. Aguento as rotinas diárias exigentes quando estou a trabalhar, mas no final do dia estou exausta e já não me dedico a mais nenhuma actividade.

Numa ida recente ao médico de família, para levar análises, ele quis saber se havia um historial de anemia na família. Pediu-me para fazer novas análises (hemoglobina e ferro) para perceber o que se passa e saber qual a terapêutica a aplicar. Na próxima semana vou buscar os resultados e depois é marcar nova consulta. Veremos se a coisa melhora e me venho a sentir mais energética para aproveitar melhor os dias com, por exemplo, um passeio de bicicleta.

Ao fim do dia opto por vir para casa ou ir até ao bar da praia ou a outro local sossegado onde possa estar por um bocado sozinha. Sinto necessidade de relaxar e recuperar energias. 

Amanhã é um novo dia. E tenho de estar preparada para os novos desafios!