30.12.08

2008 em retrospectiva

2008 foi marcado por alguns acontecimentos interessantes.

Três excelentes concertos:

  • The Cure no Pavilhão Atlântico
  • Nick Cave no Coliseu dos Recreios
  • Einstürzende Neubauten na Aula Magna (o melhor do ano para mim!)


Poucas idas ao cinema.

  • Sex and the City
  • The Hottest State


Não gostei particularmente de nenhum dos dois, muito pelo contrário: o segundo é um dos filmes mais insípidos que já vi, o primeiro foi uma desilusão.


Nenhuma ida ao teatro.


Algumas leituras:

  • Poppy Shakespeare de Clare Allan
  • Neither Here Nor There e The Lost Continent de Bill Bryson
  • Os Contos de Kafka
  • Anatomia do Desejo de Simon Andreae
  • A Caverna e Todos os Nomes de José Saramago
  • Der Tod in Venedig de Thomas Mann
  • Conhecimento do Inferno de António Lobo Antunes
  • True Tales of American Life com edição de Paul Auster



Alguns filmes vistos em DVD:

  • Expiação
  • Beowulf
  • Há dias de Azar
  • 30 dias de Escuridão
  • A Estranha em Mim
  • A Invasão
  • Ruptura
  • Cloverfield
  • Paranóia



Dois CDs que ouvi quase até à exaustão.

  • Alles Wieder Offen dos Einstürzende Neubauten
  • Memorial dos Moonspell


2008 foi um ano bom.

29.12.08

Sputnik Sweetheart - literatura do Japão

Sputnik Sweetheart de Haruki Murakami aborda os temas da solidão e da incapacidade de nos relacionarmos com os outros e de nos conhecermos a nós próprios. O livro relata as ligações entre Sumire e Miu, por quem Sumire se apaixona, e entre Sumire e K, o narrador apaixonado por Sumire. O início é promissor com a deliciosa passagem em que Miu se refere à geração beatnik de Kerouac como os sputnik.
O livro foi uma das prendas deste Natal (por sinal uma das preferidas).

28.12.08

Sweet Christmas

Tem sabido bem levantar-me só depois das 8h nestes últimos dias. Depois da azáfama característica destes dias festivos tenho-me dedicado à preparação de aulas e elaboração de materiais para os Assistentes Dentários. Só depois disso me preocuparei com as aulas das turmas da escola (lá mais para o fim da semana).

Estes dias da pausa do Natal serviram igualmente para estar com alguns amigos e pôr conversas em dia.

Bem, mas agora vou ali esticar-me, ver um filme e aproveitar bem este descanso que, infelizmente, acabará no dia 5, altura em que terei de começar a aturar novamente aqueles putos ranhosos...

24.12.08

A minha canção de Natal

Este ano escolho esta interpretação belíssima de What a Wonderful World por parte de Nick Cave e Shane Macgowan (que é a coisinha mais feia que deus pôs à face da terra...) para tema de Natal.



FELIZ NATAL!

22.12.08

FÉRIAS!!!!

FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS FÉRIAS

FÉRIAS!!!

Sem putos ranhosos a darem-me cabo do juízo!!!

21.12.08

A Quadra Festiva

O Natal será passado em casa este ano. Aguardo ansiosamente a visita do L e da M como todos os anos na véspera de Natal. Os cartões só serão enviados segunda ou terça-feira. Um pouco tarde mas ainda dentro da quadra festiva. Os presentes serão distribuídos antes, durante e depois dos dias 24 e 25. Aproveitarei a ocasião para reforçar laços de amizade através de visitas, telefonemas, envio de mensagens e e-mails.




O Presépio este ano cá em casa.

14.12.08

Contagem final

Faltam apenas quatro dias para o final do 1º período de aulas. A reflexão relativamente a estes primeiros meses de aulas numa nova escola com turmas novas é a de uma profunda insatisfação com o meu trabalho desenvolvido com as turmas (com excepção, felizmente do 10º profissional); aliada à insatisfação existe também uma grande frustração por todos os dias me encontrar perante alunos que, na sua maioria, não se sabem comportar dentro da sala de aula, não possuem hábitos de trabalho e que não expressam a menor preocupação face aos resultados escolares. É o descalabro total. As avaliações relativas ao 1º período de aulas estão concluídas e haverá em cada uma das duas turmas de 7.º ano mais de 50% de negativas... eu não estou habituada a isto... e custa-me, custa-me muito.

Felizmente, este ano lectivo tive a oportunidade de me lançar em novos desafios e a experiência junto dos Assistentes Dentários tem-se revelado uma das melhores da minha vida. Bem hajam aqueles meninos e meninas!

8.12.08

Era mesmo isto que eu queria dizer

Ora nem mais! Recebi via mail, por parte de uma colega da escola, um texto que exprime uma boa parte do que eu tenho a dizer sobre algumas das injustiças que se vão operando neste país à beira mar plantado. Eu ando furiosa desde o início do ano lectivo por observar estas (e outras injustiças) no estabelecimento de ensino em que me encontro. O texto é longo, mas vale a pena.

A Escola do Sr. Magalhães

Mas, este escrito vem a propósito de outro Magalhães,

o já famoso portátil Magalhães, que não sei se foi beber o nome ao deputado desse nome, a algum cinzento burocrata, ou mesmo ao famoso circo-navegador Fernão de Magalhães.

Uma professora das minhas relações enviou-me um e-mail, onde se mostrou indignada, por ter recebido na sua sala de aula os benévolos distribuidores desta aberração politiqueira.

Indignada, porque os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito "A", os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos negócios que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores. É claro que há excepções, como em tudo.

Na sala daquela professora os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura.

Na sua pressa em exibir o chorudo brinde, o governo e o ministério esqueceram-se de que os alunos alvo desta medida são os mesmo que ainda não receberam os manuais de que tanto necessitam para trabalhar.

Este país que premeia a burrice e a bandalhice é o mesmo que solta os criminosos.

Que eu saiba, só em Portugal é que os melhores alunos das escolas públicas não são acarinhados nem premiados com bolsas de mérito e outros prémios de incentivo.

Estes alunos podem não ser capazes de aprender a ler e a escrever, nem se interessar por fazê-lo, mas têm um portátil no qual nunca saberão mexer.

Não sei se o portátil ainda estará inteiro daqui por uns dias ou se não foi vendido na feira da ladra aos tais infelizes que não tiveram direito a recebê-lo, pois muitos dos que declaram os parcos rendimentos ao fisco, contam os tostões.

Não sei que resultados, para além dos estatísticos, é que um computador produzirá em crianças de 6 anos ou 7 anos, que mal sabem ler e contar. Pela minha parte continuo a acreditar na tabuada e na ardósia e, claro, na escola do senhor Magalhães, que infelizmente já não se encontra entre nós.



7.12.08

As surpresas esperadas

O fim-de-semana alargado tem servido essencialmente objectivos profissionais. Estes professores são uns malandros que até ao fim-de-semana querem trabalhar...

As notas dos Assistentes Dentários foram boas como já seria de esperar. Falta apenas lançar as cotações da turma do 2º ano, mas pela correcção dos testes adivinho boas notas também. A turma do 10.º profissional não se safou nada mal. Um dos meninos (o meu aluno mais empenhado) teve 19 e há 3 negativas em 15 (dois farão teste, espero, na próxima semana). Quanto a uma das turmas do 7.º ( a menos má) os resultados foram a desgraça que eu já aguardava: em 24 alunos há 10 negativas (houve um que faltou). Nem quero pensar nos resultados da turma de anormais que só faz o teste na terça-feira.

Após a entrega dos testes seguem-se as provas de recuperação: uma numa turma e seis na turma "maravilha". Era bom era que ficassem já todos retidos e deixassem de me dar cabo do juízo... Quem sabe o Pai Natal não me dará essa prenda?

5.12.08

Um sistema verdadeiramente podre

O que de facto me reconforta é saber que no próximo ano não estarei na actual escola. Estarei numa outra, possivelmente bem pior mas ao menos não terei de conviver diariamente com os podres desta. Estou efectivamente chocada por ter reparado em que sistema podre me encontro. Não admira que os alunos sejam o que são...